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Caminhões do McDonalds recebem autorização para B20 e utilizarão óleo de fritura

O projeto prevê a utilização de biodiesel produzido a partir de óleo de fritura recolhido dos restaurantes da rede em todo o Brasil.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O projeto prevê a utilização de biodiesel produzido a partir de óleo de fritura recolhido dos restaurantes da rede em todo o Brasil.

Os caminhões da Martin-Brower, empresa responsável pela logística da rede McDonalds no Brasil, já podem começar a rodar com diesel B20. A autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi publicada no início do mês no Diário Oficial. O projeto prevê a utilização de biodiesel produzido a partir de óleo de fritura recolhido dos restaurantes da rede em todo o Brasil.

Segundo a empresa, os restaurantes da rede McDonald's utilizam cerca de três milhões de litros de óleo de cozinha, o suficiente para abastecer toda a frota com biodiesel B40. A princípio a Martin-Brower prevê o uso de B20 em parte da frota, com ampliação gradual do número de veículos. A empresa já vinha testando o uso de biodiesel desde junho de 2009 em um projeto liderado pela Arcos Dourados, que opera a marca McDonald's na América Latina e pela própria Martin-Brower.

A iniciativa também tem parceria com a Volkswagen, Shell, Thermo King, SP Biodiesel, Tietê Caminhões e Ônibus, MWM, International, Cummins e Tek Diesel. O biodiesel que será usado no projeto virá da SPBio, situada em Sumaré – SP, que transforma o óleo de fritura do McDonalds em biodiesel. Mas a empresa prevê, no futuro, a construção de uma usina no Centro de Distribuição São Paulo da Martin-Brower, em Osasco. A unidade poderá ser operada pela própria Martin-Brower ou por um parceiro.

“A meta é abastecer a maior quantidade possível de veiculos com uma mistura a ser definida de biodiesel, tendo como limite inferior no mínimo B20 e no máximo B100. Para isso, talvez tenhamos que procurar outras fontes de abastecimento prioritariamente dentro da própria cadeia de abastecimento do McDonald´s”, explica José Augusto dos Santos Rodrigues, diretor de Contas Nacionais e Internacionas da Martin-Brower.

A iniciativa pretende determinar o maior percentual possível de adição de biodiesel ao diesel sem perder a garantia dos motores dos veículos. “O teste piloto servirá para isso também, ou seja, a partir dos resultados, a Volkswagen, também parceira no projeto, definirá a política de garantia dos veículos que utilizarão o B20”, completa.

Para a Martin-Brower, a adiação de biodiesel ao diesel não deve ter grande impacto nos custos da frota. “A princípio não haverá diferença de preço a ser bancada, pois a produção de biodiesel a partir de resíduo de óleo de fritura tender a ter custo menor ou, no máximo, igual à mistura hoje utilizada nacionalmente (B5), ao contrário do que ocorre com outras matérias primas que são commodities e que concorrem com alimento”, defende Rodrigues.

A empresa, no entanto, também prevê a venda de créditos de carbono obtidos com a iniciativa, o que também deve contribuir para o equilíbrio da viabilidade econômica do projeto. Por enquanto a autorização da ANP permite que a empresa utilize no máximo 14.500 litros por mês.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Tags B20
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