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Brasil decide não participar da Agência Internacional de Energias Renováveis

No lançamento da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) o Brasil e vários países industrializados não participaram da criação da agência.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
No lançamento da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) o Brasil e vários países industrializados não participaram da criação da agência.

No lançamento da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), realizada no dia 26 de janeiro na Alemanha, um fato passou praticamente despercebido pelos noticiários: a ausência do Brasil e de vários países industrializados, que juntos têm grande poder para decidir os rumos da nova matriz energética mundial. Houve divergência entre as nações na hora de definir quais seriam os melhores modelos de energia renovável. O Brasil, que chegou a participar do processo de discussão para a criação da Irena, recuou ao perceber que o foco principal seria a geração de energias eólica e solar. Por hora, o governo brasileiro não quer investir na plataforma tecnológica dessas fontes, uma vez que a produção de etanol e biodiesel, e a geração de energia por hidrelétricas já estão consolidadas no país. Isso garante ao Brasil um percentual de 46% de utilização de energias renováveis, ao passo que no mundo o uso não passa de 13%.

Para o Itamaraty, a agência terá mais impacto em pequenos países, que ainda dependem fortemente dos combustíveis fósseis e estão começando a desenhar uma mudança em sua matriz energética.  

Dentre os 30 países mais industrializados da economia mundial, membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 57% fazem parte do Irena. Mas vários outros desenvolvidos decidiram não participar, como Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Canadá, e nações em desenvolvimento, como China, Índia, México.

A Irena é a primeira organização internacional dedicada exclusivamente à questão das energias alternativas. O objetivo da entidade é comprometer as nações industrializadas e em desenvolvimento na aceleração dessa mudança, apoiando os países membros no desenvolvimento da capacidade produtiva na área de energias renováveis, na transferência de tecnologia e na obtenção de financiamentos.

Um total de 75 nações aderiu à agência, incluindo Alemanha, França, Itália, Polônia, países em desenvolvimento da África, como Gana, Nigéria e Uganda, além da América do Sul, como Chile, Peru, Uruguai e Argentina. Por enquanto o Brasil irá apenas acompanhar os trabalhos, mas não descarta ingressar na entidade em um futuro próximo.

Alice Duarte - BiodieselBR.com

Tags Irena
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