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Biodiesel terá participação tímida na Exposição Internacional de Biocombustíveis

Em meio à madura cadeira produtiva do etanol, o biodiesel ficará com uma tímida participação na Exposição Internacional sobre Biocombustíveis
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Em meio à madura cadeira produtiva do etanol, o biodiesel ficará com uma tímida participação na Exposição Internacional sobre Biocombustíveis, que será realizada paralelamente à Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, programada entre dias 17 a 21 de novembro, em São Paulo.

Em meio à madura cadeira produtiva do etanol, o biodiesel ficará com uma tímida participação na Exposição Internacional sobre Biocombustíveis, que será realizada paralelamente à Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, programada entre dias 17 a 21 de novembro, em São Paulo. Segundo a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex), que promove o evento, já são 75 expositores confirmados, sendo 35 da iniciativa privada, que estarão num espaço de 2.500 metros quadrados.  Dentre as empresas, poucas atuam no setor de biodiesel. Entre elas estão a Dedini, que fornece plantas para usinas de álcool e biodiesel, e a multinacional Lanxess, que era o braço químico da Bayer. O único produtor de biodiesel listado é a Petrobrás Biocombustíveis.

A União dos Produtores de Biodiesel (Ubrabio) indicou para o Governo algumas empresas para participar da exposição. “Pouquíssimas empresas do setor de biodiesel terão espaço. O setor sucroalcooleiro é mais maduro, enquanto que o biodiesel ainda está em fase de consolidação. Vai ter a presença forte das instituições, mas a tônica da exposição é tecnologia e não produto”, diz o diretor executivo da Ubrabio, Sérgio Beltrão. Apesar da exposição estar mais voltada à tecnologia do etanol, no que se refere ao biodiesel Beltrão afirma que o Brasil se iguala aos países que estão na frente em termos de pesquisas. 

A organização espera para a exposição um público visitante de quatro mil pessoas, sendo 2.500 da Conferência e mais 1.500 convidados. “Teremos um espaço de demonstração das montadoras de veículos, com a adaptação realizada para o uso do etanol (flex fuel), e o avião Ipanema, da Embraer, movido 100% a biocombustível. O objetivo desta exposição é mostrar toda a cadeia produtiva do setor de álcool e biodiesel, da fase agrícola, passando pela logística, até o consumo”, diz Ricardo Santana, da Apex, responsável pela organização da exposição.

Segundo Eduardo Caldas, gestor de projetos da área de agronegócios da Apex, o visitante vai ter uma idéia de toda a tecnologia que o Brasil alcançou até hoje. “Queremos dar mais visibilidade lá fora para o setor de biocombustíveis do Brasil, além de atrair mais investimentos para o País”, diz.

“Vamos apresentar nossos produtos químicos para o processo de produção do biodiesel e tratamento de glicerina, como catalisadores, resinas de trocas iônicas e antioxidantes, com tecnologia alemã”, diz Klaus Axthelm, gerente da área de resinas de trocas iônicas da Lanxess. Para ele, a exposição e a conferência serão pontos de encontro para troca de idéias entre fabricantes, detentores de tecnologia e produtores de biodiesel.

“A exposição não é voltada para negócios, é um evento institucional. Vai reunir chefes de estado para conhecer a força do Brasil no setor de biocombustíveis, para que eles comecem a pensar em programas de energia renovável. Vamos mostrar o que o País tem de melhor nesta área”, diz Rodrigo Santos, gerente de comunicação da Dedini.

Para a realização da Mostra, a Apex-Brasil conta com a parceria das Associações Brasileiras das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Química (ABIQUIM), da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Arranjo Produtivo do Álcool (APLA), Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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