Usina de Quixadá necessita de 70 mil a 80 mil hectares adicionais de
produção de matéria-prima de biocombustível, como mamona, girassol e
soja
A agricultura familiar ainda precisa entrar de maneira mais significativa no programa de biodiesel para que as três usinas do combustível da Petrobras, sendo uma delas em Quixadá, possam operar em sua plena capacidade. São necessários cerca de 70 mil a 80 mil hectares adicionais de produção de matéria-prima de biocombustível, como mamona, girassol e soja. A informação foi dada pelo presidente da Petrobras Biocombustíveis, Alan Kardec, durante a conferência Rio Oil & Gas 2008, que terminou na última quinta-feira, no Rio de Janeiro. Hoje, existem 55 mil produtores cadastrados.
No Nordeste, 50% do biocombustível produzido pelas usinas da Petrobras devem vir da matéria-prima proveniente dos agricultores familiares. Entretanto, Kardec não se mostrou preocupado: ´Nós estamos no início do processo e, nesse início, as coisas não nascem prontas. Mas estamos muito otimistas. Nessas duas usinas [a do Ceará e a de Candeias, na Bahia], nós já temos o Programa Combustível Social para a produção que nós vamos ter esse ano´, aponta.
De acordo com Kardec, a empresa está estimulando a formação de cooperativas de agricultores, com as quais fará as parcerias. ´Nós não temos nenhuma dúvida que é uma questão de tempo e uma questão de trabalhar´, comenta.
Capacidade
Apesar deste gargalo ainda a ser resolvido, a usina de Quixadá deverá operar em sua capacidade máxima, que é de 57 mil metros cúbicos por mês, em um prazo de três meses e meio. Atualmente, ela está em fase de pré-operação e condicionamento interno. Kardec informa que foram vendidos, no último leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP), quatro mil metros cúbicos de biocombustível, que serão entregues em outubro, novembro e dezembro.
A usina contou com investimentos de R$ 100 milhões na sua construção. Um percentual de 30% da produção será destinado ao consumo do Ceará e o restante irá para outros estados do Nordeste.
A unidade cearense, que foi inaugurada no mês passado, é considerada pequena. Kardec informou que a estatal pretende construir uma nova usina, que deverá entrar em operação em 2011, com capacidade de produzir 300 mil metros cúbicos do combustível. Ele não respondeu em que Estado ela irá se localizar, nem de quanto será o investimento, apenas que utilizará dendê e girassol como matéria-prima.
Ao todo, a empresa espera construir 20 usinas, as novas devendo contar com uma capacidade de produção de, pelo menos, 100 mil metros cúbicos, o que ele considera como um ´tamanho bom´.
A meta da Petrobras é produzir 938 milhões de litros de biocombustível, o que significa 40% do que é consumido no Brasil. Hoje, a empresa produz apenas 170 mil litros. O orçamento da Petrobras Biocombustível é de US$ 1,5 bilhão até 2012, montante, entretanto, que pode ser elevado.
SÉRGIO DE SOUSA* - Diário do Nordeste
* O repórter viajou para o Rio a convite da Petrobras
A agricultura familiar ainda precisa entrar de maneira mais significativa no programa de biodiesel para que as três usinas do combustível da Petrobras, sendo uma delas em Quixadá, possam operar em sua plena capacidade. São necessários cerca de 70 mil a 80 mil hectares adicionais de produção de matéria-prima de biocombustível, como mamona, girassol e soja. A informação foi dada pelo presidente da Petrobras Biocombustíveis, Alan Kardec, durante a conferência Rio Oil & Gas 2008, que terminou na última quinta-feira, no Rio de Janeiro. Hoje, existem 55 mil produtores cadastrados.
No Nordeste, 50% do biocombustível produzido pelas usinas da Petrobras devem vir da matéria-prima proveniente dos agricultores familiares. Entretanto, Kardec não se mostrou preocupado: ´Nós estamos no início do processo e, nesse início, as coisas não nascem prontas. Mas estamos muito otimistas. Nessas duas usinas [a do Ceará e a de Candeias, na Bahia], nós já temos o Programa Combustível Social para a produção que nós vamos ter esse ano´, aponta.
De acordo com Kardec, a empresa está estimulando a formação de cooperativas de agricultores, com as quais fará as parcerias. ´Nós não temos nenhuma dúvida que é uma questão de tempo e uma questão de trabalhar´, comenta.
Capacidade
Apesar deste gargalo ainda a ser resolvido, a usina de Quixadá deverá operar em sua capacidade máxima, que é de 57 mil metros cúbicos por mês, em um prazo de três meses e meio. Atualmente, ela está em fase de pré-operação e condicionamento interno. Kardec informa que foram vendidos, no último leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP), quatro mil metros cúbicos de biocombustível, que serão entregues em outubro, novembro e dezembro.
A usina contou com investimentos de R$ 100 milhões na sua construção. Um percentual de 30% da produção será destinado ao consumo do Ceará e o restante irá para outros estados do Nordeste.
A unidade cearense, que foi inaugurada no mês passado, é considerada pequena. Kardec informou que a estatal pretende construir uma nova usina, que deverá entrar em operação em 2011, com capacidade de produzir 300 mil metros cúbicos do combustível. Ele não respondeu em que Estado ela irá se localizar, nem de quanto será o investimento, apenas que utilizará dendê e girassol como matéria-prima.
Ao todo, a empresa espera construir 20 usinas, as novas devendo contar com uma capacidade de produção de, pelo menos, 100 mil metros cúbicos, o que ele considera como um ´tamanho bom´.
A meta da Petrobras é produzir 938 milhões de litros de biocombustível, o que significa 40% do que é consumido no Brasil. Hoje, a empresa produz apenas 170 mil litros. O orçamento da Petrobras Biocombustível é de US$ 1,5 bilhão até 2012, montante, entretanto, que pode ser elevado.
SÉRGIO DE SOUSA* - Diário do Nordeste
* O repórter viajou para o Rio a convite da Petrobras