Mistura, que hoje é de 4% no óleo diesel, vai passar para 5% já em
janeiro. “Não será nada que vá gerar impacto ou desequilíbrio na
economia”
A partir de janeiro, o óleo diesel que abastece veículos no país vai contar com uma dose extra de óleo de origem vegetal. O início das vendas do chamado B5 vai levar a um aumento da ordem de 26% na produção do combustível no país. Atualmente, as usinas espalhadas pelo território nacional produzem cerca de 150 milhões de litros por mês. Com 5% de biodiesel no diesel, esse volume deve passar para mais de 190 milhões de litros mensais, ou perto dos 2,4 bilhões de litros anuais, e deve colocar o Brasil na segunda posição do ranking mundial dos países produtores, perdendo apenas para a Alemanha, que extrai o combustível menos poluente da canola. O Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos, que hoje ocupa o segundo lugar.
O aumento na demanda pelo biodiesel que será misturado ao diesel em uma porcentagem de 5% traz temor para as revendas de combustíveis. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Sergio de Mattos, acredita que haverá pressão nos preços do óleo diesel. “Esse aumento de um ponto percentual vai levar a uma alta de mais de 26% na demanda pelo biodiesel. Pode ocorrer problemas de oferta, o que resulta em reajuste de preços”, observou. No entanto, o diretor de Operações da Ale Combustíveis, Cyro Souza, avaliou que essa alta não deve passar de R$ 0,01. “Não será nada que vá gerar impacto ou desequilíbrio na economia”, calculou.
O analista do setor de biodiesel do Portal BiodieselBR, Univaldo Vedana, também não acredita em pressões nos preços. Ele diz que o momento é de entressafra da soja. No entanto, as chuvas levaram à antecipação do plantio, o que pode representar uma colheita também antes da hora. “Em meados de janeiro já deveremos ter grãos novos”, observou. Com isso, a oferta se estabiliza e os preços tendem a ficar estáveis.
Na opinião do coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Denilson Ferreira, não há razões para pressões no preço do biodiesel. “Ele varia muito de acordo com o preço da soja mas, até então, a expectativa é de que não teremos sobressaltos na próxima safra, nem mesmo se houver um aquecimento da economia ou se a China voltar a importar quantidades mais expressivas”, frisou. Ele lembrou ainda que o uso de uma porcentagem maior de biodiesel no diesel traz outras vantagens ambientais e econômicas. “Deixamos de importar diesel”, lembra. Com isso, há um fortalecimento da produção nacional, que reflete diretamente na geração de empregos. “Criamos um mercado que não existia”, reforça.
Graziela Reis - Estado de Minas - MG
A partir de janeiro, o óleo diesel que abastece veículos no país vai contar com uma dose extra de óleo de origem vegetal. O início das vendas do chamado B5 vai levar a um aumento da ordem de 26% na produção do combustível no país. Atualmente, as usinas espalhadas pelo território nacional produzem cerca de 150 milhões de litros por mês. Com 5% de biodiesel no diesel, esse volume deve passar para mais de 190 milhões de litros mensais, ou perto dos 2,4 bilhões de litros anuais, e deve colocar o Brasil na segunda posição do ranking mundial dos países produtores, perdendo apenas para a Alemanha, que extrai o combustível menos poluente da canola. O Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos, que hoje ocupa o segundo lugar.
O aumento na demanda pelo biodiesel que será misturado ao diesel em uma porcentagem de 5% traz temor para as revendas de combustíveis. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Sergio de Mattos, acredita que haverá pressão nos preços do óleo diesel. “Esse aumento de um ponto percentual vai levar a uma alta de mais de 26% na demanda pelo biodiesel. Pode ocorrer problemas de oferta, o que resulta em reajuste de preços”, observou. No entanto, o diretor de Operações da Ale Combustíveis, Cyro Souza, avaliou que essa alta não deve passar de R$ 0,01. “Não será nada que vá gerar impacto ou desequilíbrio na economia”, calculou.
O analista do setor de biodiesel do Portal BiodieselBR, Univaldo Vedana, também não acredita em pressões nos preços. Ele diz que o momento é de entressafra da soja. No entanto, as chuvas levaram à antecipação do plantio, o que pode representar uma colheita também antes da hora. “Em meados de janeiro já deveremos ter grãos novos”, observou. Com isso, a oferta se estabiliza e os preços tendem a ficar estáveis.
Na opinião do coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Denilson Ferreira, não há razões para pressões no preço do biodiesel. “Ele varia muito de acordo com o preço da soja mas, até então, a expectativa é de que não teremos sobressaltos na próxima safra, nem mesmo se houver um aquecimento da economia ou se a China voltar a importar quantidades mais expressivas”, frisou. Ele lembrou ainda que o uso de uma porcentagem maior de biodiesel no diesel traz outras vantagens ambientais e econômicas. “Deixamos de importar diesel”, lembra. Com isso, há um fortalecimento da produção nacional, que reflete diretamente na geração de empregos. “Criamos um mercado que não existia”, reforça.
Graziela Reis - Estado de Minas - MG
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