O presidente Lula até pode desejar que a soja deixe de ser usada como biodiesel. Só que essa não vai ser uma tarefa fácil.
O presidente Lula até pode desejar que a soja deixe de ser usada como biodiesel. Só que essa não vai ser uma tarefa fácil. Segundo Denilson Ferreira, do Ministério da Agricultura, a oleaginosa não é a predominante na produção de óleo vegetal que pode ser misturado ao combustível a toa. “São 40 anos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia. Por isso, não dá para imaginar que teremos essa substituição no curto ou médio prazo. Sabemos que há um desafio para diversificação, mas ela será gradativa”, ponderou.
Para Univaldo Vedana, do Portal Biodiesel BR, há uma tendência de reduzir essa participação da soja. No entanto, ele também vê o processo como lento. Ele lembrou que há um limite para o uso do grão, mesmo porque existem planos de passar o percentual de mistura no diesel para até 20%. “As outras culturas deverão aumentar. Se isso não ocorrer, o governo não vai autorizar grandes aumentos nessa proporção daqui para frente, enquanto tivermos essa dependência”. Em sua opinião, apesar de haver esse discurso de necessidade de diversificação para o uso de outras oleaginosas na produção de biodiesel, faltam investimentos e incentivos. “Não tem quase nada”, reforçou. Aí também está uma das justificativas para o predomínio da soja.
O plantio de canola, girassol, pinhão manso, palma, dendê e mesmo mamona para produção de biodiesel é limitado. “E normalmente quando há algum incentivo ele parte das indústrias, porque as empresas é que estão preocupadas em estimular arranjos produtivos”, disse Vedana. Como exemplo, ele cita áreas de produção de canola no Rio Grande do Sul. Ferreira contou que no Norte há o desenvolvimento da palma. Mas ele reconhece que são incipientes e em pequena escala. “Mas existem muitas pesquisas”, disse.
Graziela Reis
O presidente Lula até pode desejar que a soja deixe de ser usada como biodiesel. Só que essa não vai ser uma tarefa fácil. Segundo Denilson Ferreira, do Ministério da Agricultura, a oleaginosa não é a predominante na produção de óleo vegetal que pode ser misturado ao combustível a toa. “São 40 anos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia. Por isso, não dá para imaginar que teremos essa substituição no curto ou médio prazo. Sabemos que há um desafio para diversificação, mas ela será gradativa”, ponderou.
Para Univaldo Vedana, do Portal Biodiesel BR, há uma tendência de reduzir essa participação da soja. No entanto, ele também vê o processo como lento. Ele lembrou que há um limite para o uso do grão, mesmo porque existem planos de passar o percentual de mistura no diesel para até 20%. “As outras culturas deverão aumentar. Se isso não ocorrer, o governo não vai autorizar grandes aumentos nessa proporção daqui para frente, enquanto tivermos essa dependência”. Em sua opinião, apesar de haver esse discurso de necessidade de diversificação para o uso de outras oleaginosas na produção de biodiesel, faltam investimentos e incentivos. “Não tem quase nada”, reforçou. Aí também está uma das justificativas para o predomínio da soja.
O plantio de canola, girassol, pinhão manso, palma, dendê e mesmo mamona para produção de biodiesel é limitado. “E normalmente quando há algum incentivo ele parte das indústrias, porque as empresas é que estão preocupadas em estimular arranjos produtivos”, disse Vedana. Como exemplo, ele cita áreas de produção de canola no Rio Grande do Sul. Ferreira contou que no Norte há o desenvolvimento da palma. Mas ele reconhece que são incipientes e em pequena escala. “Mas existem muitas pesquisas”, disse.
Graziela Reis
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