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B20 em motores estacionários reduz os riscos a saúde

Até agora, pouco se estudou o impacto da queima de diesel em equipamentos não rodoviários, ou seja, em motores estacionários, como aqueles utilizados em máquinas e geradores.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Muito se fala dos efeitos nocivos à saúde causados pela poluição emitida pelos veículos, especialmente os movidos a diesel. Mas até agora, pouco se estudou o impacto da queima de diesel em equipamentos não rodoviários, ou seja, em motores estacionários, como aqueles utilizados em máquinas e geradores.

Muito se fala dos efeitos nocivos à saúde causados pela poluição emitida pelos veículos, especialmente os movidos a diesel. Mas até agora pouco se estudou o impacto da queima de diesel em equipamentos não rodoviários, ou seja, em motores estacionários, como aqueles utilizados em máquinas e geradores.

Nos Estados Unidos, um estudo comparou a exposição dos trabalhadores aos gases de exaustão do diesel de petróleo e do biodiesel em seu ambiente de trabalho. A pesquisa, realizada pela Keene State College, analisou a concentração de material particulado (MP) e outros gases tóxicos em uma central de reciclagem no sudoeste do Estado de New Hampshire. Primeiro foi analisada a emissão de gases com a queima de diesel e em seguida do B20 (20% de biodiesel à base de soja e 80% de óleo diesel). Os resultados indicaram que o uso de B20 reduz drasticamente a quantidade de partículas respiráveis, de MP e os níveis de formaldeído em comparação com o diesel de petróleo. “Este estudo sugere que as misturas de biodiesel reduzem a exposição do trabalhador a esses compostos e aos riscos de saúde”, diz o estudo.

Os pesquisadores, no entanto, ponderaram que os resultados foram inconclusivos e que ainda é necessário detalhar mais os dados para determinar se essas reduções são replicáveis e estatisticamente significativas. O estudo destacou que as emissões de óxido de nitrogênio com a queima do biodiesel continuam sendo uma preocupação, especialmente em áreas de difícil obtenção de ozônio.

Perigos
Os gases de escape podem variar bastante dependendo de alguns fatores, mas muitos componentes são agentes cancerígenos conhecidos, ou são de alguma maneira tóxicos. A lista inclui benzeno, butadieno e formaldeído. A fuligem emitida pela queima de diesel é inferior a 2,5 mícron de diâmetro, sendo respirável pelas partes mais profundas do pulmão. Com esse tamanho, o material particulado está associado a inúmeros efeitos negativos à saúde. Além do aumento da mortalidade, inclui lesão pulmonar direta (aumento da inflamação) e efeitos cardiovasculares (aumento do risco de arritmias em pessoas com doença cardíaca).

Desde 2007, governos têm estabelecido novos padrões para a redução de emissões de gases de escape nos motores diesel de veículos para transporte. Por mais que os novos motores estejam substituindo os mais antigos, até 2014 não há lei que obrigue a redução das emissões nos motores estacionários. O estudo ressalta que por conta da grande durabilidade do motor diesel, a substituição total por modelos mais limpos pode levar décadas. Nesse caso, a utilização de biodiesel seria a solução mais simples no curto prazo. “O biodiesel pode oferecer de imediato oportunidades de redução de risco em todo o país, enquanto o debate sobre o nível de risco para a saúde decorrentes do diesel se desenvolve”.

A pesquisa foi financiada por meio de bolsas pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), pelo Centro de Investigação Biomédica e pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), por meio do programa Science to Achieve Results.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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