A ANP cancelou a autorização para produção de mais uma usina de biodiesel
A ANP cancelou a autorização de produção de biodiesel da empresa Frigol Química, de Lençóis Paulistas (SP), do grupo de frigoríficos Frigol. A revogação se deu em função da ausência de produção da usina por mais de um ano, conforme prevê o artigo 33 da resolução da ANP n.º 25/2008. A unidade, que possui capacidade produtiva de 14,4 milhões de litros ao ano, só registrou produção em agosto e setembro de 2007, somando apenas 35 mil litros.
“A usina permanece instalada, com todos os equipamentos, mas nosso departamento jurídico orientou a deixar expirar nossa licença nesse momento”, diz Leonardo Martins Pereira, engenheiro ambiental da empresa. A produção foi abandonada porque na época era mais vantajoso vender o sebo que produzir biodiesel a partir dessa fonte. Segundo Pereira, a diferença ficava entre 40 e 50 centavos. Até o momento não há qualquer plano para reativar a unidade.
A Frigol possui atualmente três plantas de processamento de carne bovina em operação, com uma capacidade para abater até 2,5 mil cabeças por dia. A empresa é um exemplo da euforia que tomou conta dos empresários do setor pecuário em 2007, pouco antes da entrada da fase obrigatória do programa de biodiesel, com a adição de 2% do biocombustível no óleo diesel. Alguns dos principais frigoríficos iniciaram estudos para construir usinas próximas às unidades de processamento de carnes. Mas com a volatilidade dos preços do sebo, muitos projetos foram engavetados. Dos frigoríficos que construíram usinas, apenas a Brasbiodiesel (Ex-Bertin) mantém produção comercial de biodiesel, com capacidade para 125 milhões de litros ao ano. Hoje o sebo bovino é a segunda matéria-prima mais utilizada pela indústria de biodiesel, com uma participação de 14,6% no volume de produção.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A ANP cancelou a autorização de produção de biodiesel da empresa Frigol Química, de Lençóis Paulistas (SP), do grupo de frigoríficos Frigol. A revogação se deu em função da ausência de produção da usina por mais de um ano, conforme prevê o artigo 33 da resolução da ANP n.º 25/2008. A unidade, que possui capacidade produtiva de 14,4 milhões de litros ao ano, só registrou produção em agosto e setembro de 2007, somando apenas 35 mil litros.
“A usina permanece instalada, com todos os equipamentos, mas nosso departamento jurídico orientou a deixar expirar nossa licença nesse momento”, diz Leonardo Martins Pereira, engenheiro ambiental da empresa. A produção foi abandonada porque na época era mais vantajoso vender o sebo que produzir biodiesel a partir dessa fonte. Segundo Pereira, a diferença ficava entre 40 e 50 centavos. Até o momento não há qualquer plano para reativar a unidade.
A Frigol possui atualmente três plantas de processamento de carne bovina em operação, com uma capacidade para abater até 2,5 mil cabeças por dia. A empresa é um exemplo da euforia que tomou conta dos empresários do setor pecuário em 2007, pouco antes da entrada da fase obrigatória do programa de biodiesel, com a adição de 2% do biocombustível no óleo diesel. Alguns dos principais frigoríficos iniciaram estudos para construir usinas próximas às unidades de processamento de carnes. Mas com a volatilidade dos preços do sebo, muitos projetos foram engavetados. Dos frigoríficos que construíram usinas, apenas a Brasbiodiesel (Ex-Bertin) mantém produção comercial de biodiesel, com capacidade para 125 milhões de litros ao ano. Hoje o sebo bovino é a segunda matéria-prima mais utilizada pela indústria de biodiesel, com uma participação de 14,6% no volume de produção.
Alice Duarte - BiodieselBR.com