Com a ampliação empreendimento vai
atender a 4% da demanda nacional do B5, o que representa um terço do
que o Nordeste pode oferecer
Agora é obrigatório o uso de 5% de biodiesel na mistura do diesel. A Usina de Biodiesel de Quixadá, de propriedade da Petrobras, vai ter a capacidade de produção ampliada em 90%, para produzir, já em 2010, 108 milhões de litros do produto. A usina vai atender a 4% da demanda nacional para o B5, o que representa um terço do que a Região Nordeste pode oferecer do biocombustível.
"O projeto de aumento de capacidade, que envolveu parceria da Petrobras Biocombustível com o Centro de Pesquisa da Companhia (Cenpes), avaliou a capacidade dos equipamentos instalados e revisou processos industriais para efetuar os ajustes necessários. Não houve necessidade de investimentos estruturais", informa o gerente da Usina, João Augusto Paiva.
O empreendimento localizado no Sertão Central do Estado projeta viabilizar a nova capacidade de produção e consolidar o programa de suprimento de oleaginosas para, em pouco tempo, ter matéria-prima usada do próprio Ceará. Atualmente, os suprimentos são importadas basicamente do Piauí, Maranhão e Bahia.
Questionado sobre quando a usina vai produzir biodiedel a partir da mamona, Paiva diz que já está mais próximo. "Já dominamos a tecnologia e a comprovamos na usina de Candeias. O uso da mamona na produção é uma questão de disponibilidade e preços compatíveis", explica.
"A Petrobras acabou de concluir, dia 15 de novembro, o processo tecnológico que permite à empresa produzir biodiesel com de óleo de mamona, dentro das especificações técnicas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)", lembra.
E detalha: "O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) na Usina de Guamaré, no Rio Grande do Norte, em regime de operação contínua e garantiu à Petrobras o domínio completo da tecnologia para a produção de biodiesel a partir da mamona. O biodiesel foi obtido com uma mistura de 30% de óleo de mamona e 70% de óleo de girassol, ambos produzidos pela agricultura familiar nos programas de suprimento de oleaginosas da empresa". A utilização da mamona como matéria-prima para a produção de biodiesel também já ocorre na usina de Candeias, na Bahia. A unidade fez a primeira entrega de biodiesel com óleo de mamona no dia 30 de novembro de 2009.
NÚMEROS
445 MI DE LITROS DE BIODIESEL É A META PARA 2010, CONFORME PLANO DE NEGÓCIOS 2009/2013 DA PETROBRAS.
40 MI DE LITROS DE BIODIESEL FORAM ENTREGUE PELA USINA DE BIODIESEL DE QUIXADÁ EM 2009
1,291 BILHÃO FOI A PRODUÇÃO DE BIODIESEL EM 2009, CHEGOU A 1,291 BILHÃO DE LITROS, SEGUNDO DADOS DA ANP
43 % É QUANTO A REGIÃO CENTRO-OESTE VAI RESPONDER NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL PARA ATENDER AO B5
Andreh Jonathas
João Augusto - A Petrobras Biocombustível desenvolve um programa de suprimento de matérias-primas, com a participação da agricultura familiar nas regiões onde estão localizadas suas usinas e espera, nos próximos anos, suprir sua demanda cada vez maior do mercado agrícola regional.
O POVO - Em que passo está ampliação da usina de Quixadá?
João Augusto - A usina teve sua capacidade de produção anual aumentada em 90%, passando dos atuais 57 milhões para 108 milhões de litros. O projeto de aumento de capacidade, que envolveu parceria da Petrobras Biocombustível com o Centro de Pesquisa da Companhia (Cenpes), avaliou a capacidade dos equipamentos instalados e revisou processos industriais para efetuar os ajustes necessários. Não houve necessidade de investimentos estruturais.
O POVO - O que falta para o Ceará despontar na produção de biodiesel?
João Augusto - O Ceará já se destaca por ter uma usina com alta tecnologia e capacidade para atender 4% da demanda de biodiesel para o B5. Nosso projeto é viabilizar esta capacidade de produção no decorrer do ano de 2010. Além disso, desenvolvemos um amplo programa de suprimento agrícola junto à agricultura familiar.
O POVO - Está mais perto da produção de biodiesel acontecer através da mamona?
João Augusto - Sim. No dia 30 de novembro, a unidade fez a primeira entrega de biodiesel com óleo de mamona em sua composição. O carregamento faz parte de um lote de 925 toneladas que está sendo entregue às distribuidoras.
O POVO - Como responder às críticas de que ainda não foi produzido biodiesel a partir da mamona?
João Augusto - Já dominamos a tecnologia e a comprovamos na usina de Candeias. O uso da mamona na produção é uma questão de disponibilidade e preços compatíveis.
O Povo - CE
Agora é obrigatório o uso de 5% de biodiesel na mistura do diesel. A Usina de Biodiesel de Quixadá, de propriedade da Petrobras, vai ter a capacidade de produção ampliada em 90%, para produzir, já em 2010, 108 milhões de litros do produto. A usina vai atender a 4% da demanda nacional para o B5, o que representa um terço do que a Região Nordeste pode oferecer do biocombustível.
"O projeto de aumento de capacidade, que envolveu parceria da Petrobras Biocombustível com o Centro de Pesquisa da Companhia (Cenpes), avaliou a capacidade dos equipamentos instalados e revisou processos industriais para efetuar os ajustes necessários. Não houve necessidade de investimentos estruturais", informa o gerente da Usina, João Augusto Paiva.
O empreendimento localizado no Sertão Central do Estado projeta viabilizar a nova capacidade de produção e consolidar o programa de suprimento de oleaginosas para, em pouco tempo, ter matéria-prima usada do próprio Ceará. Atualmente, os suprimentos são importadas basicamente do Piauí, Maranhão e Bahia.
Questionado sobre quando a usina vai produzir biodiedel a partir da mamona, Paiva diz que já está mais próximo. "Já dominamos a tecnologia e a comprovamos na usina de Candeias. O uso da mamona na produção é uma questão de disponibilidade e preços compatíveis", explica.
"A Petrobras acabou de concluir, dia 15 de novembro, o processo tecnológico que permite à empresa produzir biodiesel com de óleo de mamona, dentro das especificações técnicas da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)", lembra.
E detalha: "O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) na Usina de Guamaré, no Rio Grande do Norte, em regime de operação contínua e garantiu à Petrobras o domínio completo da tecnologia para a produção de biodiesel a partir da mamona. O biodiesel foi obtido com uma mistura de 30% de óleo de mamona e 70% de óleo de girassol, ambos produzidos pela agricultura familiar nos programas de suprimento de oleaginosas da empresa". A utilização da mamona como matéria-prima para a produção de biodiesel também já ocorre na usina de Candeias, na Bahia. A unidade fez a primeira entrega de biodiesel com óleo de mamona no dia 30 de novembro de 2009.
NÚMEROS
445 MI DE LITROS DE BIODIESEL É A META PARA 2010, CONFORME PLANO DE NEGÓCIOS 2009/2013 DA PETROBRAS.
40 MI DE LITROS DE BIODIESEL FORAM ENTREGUE PELA USINA DE BIODIESEL DE QUIXADÁ EM 2009
1,291 BILHÃO FOI A PRODUÇÃO DE BIODIESEL EM 2009, CHEGOU A 1,291 BILHÃO DE LITROS, SEGUNDO DADOS DA ANP
43 % É QUANTO A REGIÃO CENTRO-OESTE VAI RESPONDER NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL PARA ATENDER AO B5
Andreh Jonathas
Capacidade de produção será viabilizada este ano
O POVO - O Ceará vai ter matéria-prima para atender a demanda da produção de biodiesel da Usina de Biodiesel de Quixadá?João Augusto - A Petrobras Biocombustível desenvolve um programa de suprimento de matérias-primas, com a participação da agricultura familiar nas regiões onde estão localizadas suas usinas e espera, nos próximos anos, suprir sua demanda cada vez maior do mercado agrícola regional.
O POVO - Em que passo está ampliação da usina de Quixadá?
João Augusto - A usina teve sua capacidade de produção anual aumentada em 90%, passando dos atuais 57 milhões para 108 milhões de litros. O projeto de aumento de capacidade, que envolveu parceria da Petrobras Biocombustível com o Centro de Pesquisa da Companhia (Cenpes), avaliou a capacidade dos equipamentos instalados e revisou processos industriais para efetuar os ajustes necessários. Não houve necessidade de investimentos estruturais.
O POVO - O que falta para o Ceará despontar na produção de biodiesel?
João Augusto - O Ceará já se destaca por ter uma usina com alta tecnologia e capacidade para atender 4% da demanda de biodiesel para o B5. Nosso projeto é viabilizar esta capacidade de produção no decorrer do ano de 2010. Além disso, desenvolvemos um amplo programa de suprimento agrícola junto à agricultura familiar.
O POVO - Está mais perto da produção de biodiesel acontecer através da mamona?
João Augusto - Sim. No dia 30 de novembro, a unidade fez a primeira entrega de biodiesel com óleo de mamona em sua composição. O carregamento faz parte de um lote de 925 toneladas que está sendo entregue às distribuidoras.
O POVO - Como responder às críticas de que ainda não foi produzido biodiesel a partir da mamona?
João Augusto - Já dominamos a tecnologia e a comprovamos na usina de Candeias. O uso da mamona na produção é uma questão de disponibilidade e preços compatíveis.
O Povo - CE
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