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Algas tem ainda muito a provar, mas pesquisas estão no caminho certo, diz investidor

O investidor de risco do Vale do Silício e co-fundador da Sun Microsystems, Vinod Khosla, foi à Seattle (EUA) na semana passada para falar em uma conferência para empresários e pesquisadores do ramo de algas.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O investidor de risco do Vale do Silício e co-fundador da Sun Microsystems, Vinod Khosla, foi à Seattle (EUA) na semana passada para falar em uma conferência para empresários e pesquisadores do ramo de algas. Sua mensagem é que eles estão no caminho certo e devem continuar o trabalho. 

O próprio Khosla, no entanto, ainda não investiu em algas, segundo ele, porque elas ainda têm muito a provar quanto a seu potencial para conter o aquecimento global. Confira alguns trechos importantes do que ele disse no Encontro sobre Biomassa de Algas (Algae Biomass Summit):

“Estou aqui porque eu acredito no potencial das algas. [Mas] se você pretende solucionar o problema da alteração climática, vai ter que resolver não apenas 5%, ou 10%, ou 20% do problema da eletricidade; ou apenas 5%, 10%, 20% do problema do petróleo.”

“Independente de qual tecnologia venha a resolver essa questão, ela terá que ser de grande alcance - competitiva em relação aos combustíveis fósseis, sem precisar de subsídios - para que Índia e China a adotem e previnam um aquecimento global desastroso”, disse Khosla, que nasceu na Índia e depois fez seu mestrado e doutorado nos Estados Unidos.

Nos próximos 15 anos, 80% dos carros produzidos precisam estar aptos a reduzir as emissões de gás carbônico. “O resto é conversa fiada”, afirmou. Ainda assim, Khosla concluiu dizendo: “Sou um otimista. Estou aqui porque acredito que a alga pode fazer essa revolução.“

A reportagem conversou anteriormente com Michael Weaver, da Bionavitas, empresa local que afirma possuir uma tecnologia patenteada capaz de fazer a luz penetrar os chamados tapetes de algas. O principal obstáculo até o momento é que as algas se multiplicam perto da superfície da água, bloqueando a passagem de luz para baixo, o que limita a produção.

“Eu nunca aleguei ser um especialista, apenas um interessado no assunto”, diz Weaver. “Mas como nós discutimos antes, devido à escala em que precisaríamos cultivá-los, parece certo que os biocombustíveis convencionais não vão ser os salvadores da pátria na questão do clima.”
Canola e soja para biodiesel
Weaver mostrou um gráfico da Bionavitas comparando quanto do território dos Estados Unidos precisaria ser ocupado com soja e canola para saciar a demanda de 265 bilhões de litros por ano (veja imagem ao lado).

“Com soja, são 64%; com canola, são 24%. Se – e este é um importante senão, como Khosla estava dizendo – as algas puderem ser produzidas na escala certa, poderiam tomar menos de 1% do território”, sugere Weaver.

Enquanto isso, em Kent, subúrbio de Seattle, a Lakes Association não sabe o que fazer com o excesso de algas. “É um problema aqui, e não apenas aqui – é em todo o Estado. Nós já pensamos muito sobre o que fazer a respeito. O que não falta aqui é alga”, diz Patricia Balk, tesoureira da associação.

Fonte: Seattlepi.com
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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