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Agrenco define novo prazo para operação das usinas de biodiesel

A sua maior unidade deveria ter sido concluída no início do ano, mas a empresa culpou o atraso no repasse de recursos e o excesso de chuvas no Estado pelo adiamento.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A sua maior unidade deveria ter sido concluída no início do ano, mas a empresa culpou o atraso no repasse de recursos e o excesso de chuvas no Estado pelo adiamento.

A Agrenco divulgou hoje (28) ao mercado que a partir de 1º de junho pretende realizar os primeiros testes no complexo industrial de Alto Araguaia (MT). De acordo com o novo cronograma, a usina de biodiesel deverá entrar em operação no mesmo mês. A unidade deveria ter sido concluída no início do ano, mas a empresa culpou o atraso no repasse de recursos e o excesso de chuvas no Estado pelo adiamento. Caso a usina consiga participar do próximo leilão e arremate algum volume, ela somente poderá efetuar as entregas a partir de julho.

A planta de esmagamento de soja do complexo de Alto Araguaia começa a ser testada na segunda quinzena de junho. Passados 15 dias após o início da operação da esmagadora, a empresa programou iniciar o período de testes na planta de co-geração de energia elétrica e vapor a partir da biomassa. A unidade vai operar inicialmente com capacidade suficiente para atender o consumo próprio da empresa. “Apenas iniciaremos a produção de energia em volume suficiente para venda a terceiros quando forem restabelecidas as condições contratuais originais vigentes em junho de 2008”, informou a empresa em comunicado.

Já as obras do complexo industrial de Caarapó (MS) devem atrasar mais um pouco. A Agrenco justifica que parte das equipes dos fornecedores estão trabalhando nas obras de Alto Araguaia e outra parte foi realocada para outros clientes. Com isso as obras da usina de Mato Grosso do Sul somente retomarão seu ritmo normal após o término das obras em Alto Araguaia.

Além disso, a definição do cronograma de término das obras em Caarapó depende da liberação de recursos financeiros bloqueados judicialmente. Com isso a empresa informou que a unidade deve entrar em operação até o final deste ano.

Balanços financeiros
A companhia informou ainda que deverá concluir até o final desta semana o relatório de auditoria das demonstrações financeiras referentes a 30 de junho de 2008. Devido a esta pendência, a companhia foi punida pela Comissão de Valores Monetários (CVM) em fevereiro deste ano, resultando na suspensão do seu registro de companhia aberta e, por conseqüência, no congelamento da negociação de seus papéis na BMF&Bovespa. A empresa informa que tem reunião agendada com representantes da CVM para acertar os detalhes das etapas que ainda deve cumprir para liberar as negociações das ações. A Agrenco tem pressa para reverter essa situação. Afinal, se captar recursos na Bolsa ela poderá acelerar o processo de recuperação judicial, liquidar dívidas e concluir os investimentos inacabados. A empresa tem até 12 meses a partir da data de congelamento dos negócios para regularizar a situação. Depois disso, o papel perde o registro.

No meio desse processo a Agrenco ainda precisa definir outra empresa para fazer suas auditorias, já que a KPMG – que trabalhava até a operação Influenza da Polícia Federal, em 2008 – formalizou recentemente que não iria continuar a prestar serviços para a companhia. Até esta sexta-feira será definida uma substituta, que será formalizada em nova assembléia no dia 04 de maio.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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