América do Sul exporta menos óleo de soja por causa do biodiesel
Relatório do USDA sobre o mercado de oleaginosas aponta que América do Sul está trocando exportação de óleo de soja por produção de bioodiesel.
BiodieselBR.com ··4 min de leitura
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Publicada ontem (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla original), a edição de setembro do relatório “Oilseeds: World Market and Trade” (“Oleaginosas: mercados e comércio global”) alerta para uma menor disponibilidade de óleo de soja no mercado global.
Resultado principalmente da redução nas exportações da América do Sul em função do aumento na produção de biodiesel pelo Brasil e Argentina.
Publicada ontem (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla original), a edição de setembro do relatório “Oilseeds: World Market and Trade” (“Oleaginosas: mercados e comércio global”) alerta para uma menor disponibilidade de óleo de soja no mercado global. Resultado principalmente da redução nas exportações da América do Sul em função do aumento na produção de biodiesel pelo Brasil e Argentina.
De acordo com o documento, o crescimento da indústria de biodiesel nos países sul-americanos está provocando uma alteração importante no perfil de consumo na região. Até a safra 2008/09, os países da região exportavam aproximadamente 55% do óleo de soja que produziam enquanto a categoria “usos indústrias” – que inclui a fabricação de biocombustíveis a partir deste insumo – ficava com apenas 17%. De lá para cá, o consumo local só tem aumentado. Projeções do USDA indicam que, na próxima safra, cerca de um terço do óleo de soja fabricado na América do Sul vai ser absorvido pelas indústrias locais enquanto o mercado exportador deverá ficar com pouco mais de 40% do total.
O uso alimentar do óleo de soja se manteve relativamente constante ao longo de todo o período.
Na avaliação do órgão do governo norte-americano, a modificação do perfil relativo de exportação da América do Sul só não tem sido mais sentida pelo mercado mundial porque os volumes absolutos de oferta vêm aumentando nos últimos anos.
Oferta Para a temporada 2014/15, o USDA espera um aumento significativo na mundial oferta de soja em grão que deverá totalizar 311,1 milhões de toneladas para o ciclo 2014/15. Elevação de 9,9% sobre o resultado da safra anterior que foi de 283,1 milhões de toneladas colhidas.
Desde que começou a publicar suas projeções para a safra 2014/15 no relatório do mês de maio, o USDA vem aumentando as perspectivas da safra de soja mês a mês. Em maio, a expectativa era que fossem colhidas 299,8 milhões de tonelada do grão. Tudo aponta para colheitas recorde nos Estados Unidos, Brasil e Argentina – respectivamente o 1º, 2º e 3º maiores produtores mundiais da oleaginosa.
O principal motivo deste otimismo todo está no bom desempenho da safra dos Estados Unidos. Os sojicultores norte-americanos esperam colher 106,5 milhões de toneladas de soja; elevação de quase 19% sobre o resultado do ano passado que foi de 89,5 milhões de toneladas.
Com esse salto, os Estados Unidos voltam se isolar na liderança do mercado de soja – há algumas safras a produção do Brasil vem se aproximando da dos Estados Unidos a ponto de ameaçar ultrapassá-la.
Mesmo sem a exuberância do resultado esperado nos Estados Unidos, a produção no Brasil também deverá crescer bastante. A colheita projetada será de 94 milhões de toneladas – 8,5% de aumento sobre a safra 2013/14.
Já na Argentina o crescimento será de aproximadamente 2%, saltando de 54 para 55 milhões de toneladas.
Óleos em geral O USDA parece consideravelmente otimista em relação à oferta mundial de óleos vegetais para o ano que vem.
Segundo o relatório, a produção conjunta dos 9 principais óleos deverá ser de 176,8 milhões de toneladas. Isso representa uma elevação de 1 milhão de toneladas sobre o prognóstico do mês anterior e de 6,7 milhões de toneladas (3,9%) sobre o resultado da temporada anterior (2013/14).
A íntegra do relatório de setembro do USDA pode ser acessada clicando aqui.