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Cinética: notas sobre biodiesel


BiodieselBR - 03 dez 2008 - 11:45 - Última atualização em: 20 dez 2011 - 11:06
Por Miguel Angelo Vedana

Meia dúzia

Que a inclusão da agricultura familiar na produção de matéria-prima para biodiesel não é um sucesso, até o governo já admitiu. Mas sabe quantas famílias têm contratos com usinas de biodiesel no Estado de São Paulo? Seis. Isso mesmo, apenas seis. Esse é o número levantado pela Bracol, e quando comparado ao número de agricultores familiares de São Paulo, percebe-se que há algo errado com o programa – além da falta de transparência.

Milho e girassol

Mesmo com apenas seis famílias atendidas pelo selo social em São Paulo, o governo não aceita facilmente novos projetos. A Bracol (antiga Bertin) montou um plano de produção de matéria-prima para biodiesel com agricultura familiar para atender mais de mil famílias que foi rejeitado. A proposta previa que os agricultores plantariam girassol na safra de inverno e milho na safra de verão. Ambos teriam compra garantida pela empresa, mas apenas o girassol seria usado para produzir biodiesel. O milho era necessário para viabilizar comercialmente a idéia, contudo como o percentual de óleo do milho é menor que o da soja, o MDA não aceitou. Perdem os agricultores familiares, a usina de biodiesel e o Ministério.

Novas usinas

Com a baixa produtividade da Brasil Ecodiesel e a inatividade da Agrenco, a capacidade real de produção de biodiesel do Brasil fica mais distante do B5. Por isso, muitas usinas que estão trabalhando com capacidade máxima já começaram a se movimentar para a ampliação e construção de novas usinas. Agora começa a disputa entre os fornecedores de tecnologia.

Brasil Bioenergia

A Brasil Bioenergia deve começar a construção de sua usina de 115 milhões de litros em Nova Andradina (MS) em fevereiro. A empresa vai investir 160 milhões de reais na unidade, sendo 128 milhões emprestados do BNDES. Entre as empresas envolvidas no projeto estão as brasileiras Alesat Combustíveis e Engevix, a árabe Gulf Investment e a polonesa Mercury. Nas próximas semanas deve ser escolhida a empresa que fornecerá a tecnologia da usina. A Alesat será o terceiro grupo empresarial dono de uma distribuidora de combustíveis a ter participação em uma usina de biodiesel. Os outros são a Petrobras e a Bioverde, divisão da Petrosul.

Licitação da Petrobras

A Petrobras realizou um leilão para definir o fornecedor de catalisadores para suas três usinas de biodiesel. Foram chamadas Basf e Evonik para participar da disputa. Quem acabou levando o contrato foi a Evonik, que agora fornecerá catalisadores para a Petrobras pelos próximos dois anos.