Projeto de pesquisa foi iniciado em 2018 como parte do mestrado de Andressa Neves
Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pode contribuir para resolver um dos mais persistentes problemas do setor: a propensão das misturas entre diesel e biodiesel à contaminação microbiana. A nova tecnologia usa radiação ultravioleta (UV) para controlar o crescimento de organismos que se desenvolvem dentro do combustível, formando borras que reduzem a vida útil de filtros, exigem a realização de limpezas em tanques de armazenamento e, no limite, causam entupimentos nos motores.
Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pode contribuir para resolver um dos mais persistentes problemas do setor: a propensão das misturas entre diesel e biodiesel à contaminação microbiana. A nova tecnologia usa radiação ultravioleta (UV) para controlar o crescimento de organismos que se desenvolvem dentro do combustível, formando borras que reduzem a vida útil de filtros, exigem a realização de limpezas em tanques de armazenamento e, no limite, causam entupimentos nos motores.
O projeto foi iniciado em 2018 como parte do mestrado da pesquisadora Andressa Caroline Neves e prosseguiu até 2023 com a conclusão de seu doutorado. A tecnologia foi desenvolvida sem qualquer financiamento externo, com recursos do Laboratório de Materiais e Energias Renováveis (Labmater) no campus Palotina da UFPR.
O sistema usa colunas de vidro equipadas com lâmpadas UV para o tratamento da mistura entre diesel e biodiesel. A exposição a fontes concentradas de ultravioleta danifica o material genético dos microrganismos, resultando em sua inativação.
Segundo o fundador do Labmater e orientador do projeto, Helton José Alves, o sistema pode ser adaptado a diferentes escalas – atendendo desde pequenas distribuidoras e pontos de abastecimento de transportadores até grandes usinas de biodiesel. O grupo agora busca parcerias para finalizar o processo para o desenvolvimento da aplicação da tecnologia.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da UFPR
