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Valor médio dos CBios já se aproxima dos R$ 120

Créditos do RenovaBio já dobraram de valor desde a virada do ano

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Os Créditos de Descarbonização (CBios) encerraram 23ª semana do ano (23S) sendo negociados, em média, por R$ 119,29. Esse é o maior valor já registrado desde que os papeis começaram a ser negociados na B3 em meados de 2020. Da virada do ano até agora, os preços de mercado dos títulos já dobraram de valor.

Só nas últimas três semanas, quando os preços voltaram a ganhar tração depois de um período relativamente prolongado de estabilidade, os valores subiram cerca de 17,3%.

Cada CBio representa uma tonelada de gás carbônico cuja emissão tenha sido evitada graças à substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis. Pelas regras do RenovaBio, as distribuidoras que operam no mercado brasileiro precisam comprar CBios para cumprir metas de descarbonização definidas anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Os Créditos de Descarbonização (CBios) encerraram 23ª semana do ano (23S) sendo negociados, em média, por R$ 119,29. Esse é o maior valor já registrado desde que os papeis começaram a ser negociados na B3 em meados de 2020. Da virada do ano até agora, os preços de mercado dos títulos já dobraram de valor.

Só nas últimas três semanas, quando os preços voltaram a ganhar tração depois de um período relativamente prolongado de estabilidade, os valores subiram cerca de 17,3%.

Cada CBio representa uma tonelada de gás carbônico cuja emissão tenha sido evitada graças à substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis. Pelas regras do RenovaBio, as distribuidoras que operam no mercado brasileiro precisam comprar CBios para cumprir metas de descarbonização definidas anualmente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Para este ano a meta foi fixada em 36,7 milhões de CBios.

Ao contrário ao ano passado, onde as aquisições de CBios foram concentradas no segundo semestre, em 2022 a estratégia de compras das distribuidoras parece ter ficado diferente. Ao longo das primeiras 23 semanas deste ano, já foram negociados 28,5 milhões de títulos – praticamente dobrando o número registrado no mesmo periodo de 2021.

Em 2020, o mercado ainda não estava engrenado e, portanto, não entra na comparação.

A maior procura tem dado sustentação aos preços dos CBios. E alavancando os ganhos dos fabricantes de biocombustíveis com a venda dos papeis. Do começo do ano até agora, a negociação de CBios já movimentou um pouco mais de R$ 2,7 bilhões – alta de 520% sobre o mesmo período de 2021.

Meio caminho andado

Com mais de 3 milhões de CBios já aposentados e mais 16 milhões de unidades em posse de distribuidoras, cerca de 51,8% da meta de descarbonização deste ano já está cumprida.

As distribuidoras ainda precisam comprar cerca de 17,7 milhões de CBios. Destes cerca de 3,5 milhões estão disponíveis no mercado em posse dos fabricantes de biocombustíveis. Outros 300 mil créditos estão em mãos de outros investidores que não têm metas de descarbonização a cumprir.

O estoque total de CBios já ronda a casa dos 20 milhões. Até o momento, os fabricantes de biocombustíveis já depositaram 12,5 milhões de unidade. Em média, as empresas emissoras vêm depositando um pouco menos de 570 mil unidades a cada semana.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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