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Potencial prepara renovação de certificação do RenovaBio

Capacidade máxima de emissão de CBios da maior usina de biodiesel do país deverá ficar 64,3 mil títulos menor com a nova certificação

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A maior usina de biodiesel do Brasil – a Potencial de Lapa (PR) – está se preparando para renovar sua certificação no RenovaBio. A consulta pública convocada como parte do processo de atualização do Certificado de Produção Eficiente de Biocombustíveis da unidade produtiva foi aberta nessa quinta-feira (26) e deve ficar aberta até o próximo dia 25 de fevereiro. A firma inspetora responsável pelo processo é a SGS.

A renovação acontece apesar da atual certificação da empresa ter sido emitida no começo de abril passado, o que garantiria sua validade até abril de 2025. E, também, apesar dos novos números serem menos vantajosos para a empresa do que os atuais.

Segundo a nova documentação publicada pela SGS, embora a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) tenha melhorado ligeiramente – indo de 80,06 para 80,13 gCO2eq para cada megajoule de energia produzida na forma de biodiesel – a fração elegível da empresa deverá ser reduzida. Isso quer dizer que a empresa vai poder contar uma parcela menor de sua produção para fins de emissão de Créditos de Descarbonização (CBios).

A maior usina de biodiesel do Brasil – a Potencial de Lapa (PR) – está se preparando para renovar sua certificação no RenovaBio. A consulta pública convocada como parte do processo de atualização do Certificado de Produção Eficiente de Biocombustíveis da unidade produtiva foi aberta nessa quinta-feira (26) e deve ficar aberta até o próximo dia 25 de fevereiro. A firma inspetora responsável pelo processo é a SGS.

A renovação acontece apesar da atual certificação da empresa ter sido emitida no começo de abril passado, o que garantiria sua validade até abril de 2025. E, também, apesar dos novos números serem menos vantajosos para a empresa do que os atuais.

Segundo a nova documentação publicada pela SGS, embora a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) tenha melhorado ligeiramente – indo de 80,06 para 80,13 gCO2eq para cada megajoule de energia produzida na forma de biodiesel – a fração elegível da empresa deverá ser reduzida. Isso quer dizer que a empresa vai poder contar uma parcela menor de sua produção para fins de emissão de Créditos de Descarbonização (CBios).

Atualmente, Lapa pode considerar 22,3% de sua produção para a emissão de CBios. No novo certificado, o percentual será de aproximadamente 19,6%.

Fatorando esses dois números, a Potencial só poderá emitir um CBios para cada 1.921,2 litros de biodiesel fabricados. São 13,7% acima dos atuais 1.689,2 litros. Assim, a capacidade máxima de emissão de CBios da usina será reduzida em 64,3 mil unidades, ficando em 468,4 mil unidades.

Isso vai custar três posições no ranking de maiores emissões potenciais de CBios do setor de biodiesel. A empresa que hoje é a terceira maior emissora do setor com 532,8 mil CBios anuais, deverá ser ultrapassada pela JBS de Lins, a OIeoplan de Veranópolis e a BSBios de Marialva.

Considerando que o valor médio dos CBios na última semana foi de R$ 87,90, a Potencial poderá faturar até R$ 41,2 milhões no mercado de carbono – R$ 5,6 milhões a menos do que a certificação anterior permitiria.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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