Segundo a documentação apresentada pela Bunge, o biodiesel de usina de Nova Mutum seria quase carbono-neutro
Um erro de preenchimento da RenovaCalc pode ter inflado indevidamente a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da usina da Bunge em Nova Mutum (MT). Na semana passada, o processo de certificação da planta no RenovaBio atingiu a etapa de consulta pública permitindo que o mercado soubesse que a empresa está pleiteando uma nota de 86,06 gCO2eq/MJ para uma fração de 11,6% de sua produção.
A NEEA mede a quantidade de gases do efeito estufa o biocombustível de um determinado fabricante emite a menos que do que o combustível fóssil que ele substitui. Se confirmada, essa nota colocaria o biodiesel da Bunge como o mais limpo dentre todas as 23 usinas que já estão certificadas para a emissão de CBios. Ela superaria os 81,3 gCO2eq/MJ da atual líder do mercado, a unidade de Passo Fundo (RS) da BSBios.
Um erro de preenchimento da RenovaCalc pode ter inflado indevidamente a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da usina da Bunge em Nova Mutum (MT). Na semana passada, o processo de certificação da planta no RenovaBio atingiu a etapa de consulta pública permitindo que o mercado soubesse que a empresa está pleiteando uma nota de 86,06 gCO2eq/MJ para uma fração de 11,6% de sua produção.
A NEEA mede a quantidade de gases do efeito estufa o biocombustível de um determinado fabricante emite a menos que do que o combustível fóssil que ele substitui. Se confirmada, essa nota colocaria o biodiesel da Bunge como o mais limpo dentre todas as 23 usinas que já estão certificadas para a emissão de CBios. Ela superaria os 81,3 gCO2eq/MJ da atual líder do mercado, a unidade de Passo Fundo (RS) da BSBios.
Mais do que isso, o biocombustível fabricado pela Bunge seria quase carbono neutro – segundo a RenovaCalc a intensidade de carbono do diesel puro é de 86,5 gCO2eq/MJ. Dessa forma, ele seria capaz de reduzir as emissões do diesel em impressionantes 99,5%.
Enquanto a queima de um litro de óleo diesel fóssil emite o equivalente em gases do efeito estufa a 3.072,5 gramas de gás carbônico; o biodiesel da Bunge emitiria apenas 15,3 gramas de CO2.
Falha de preenchimento
Mesmo que a fração elegível pleiteada pela Bunge seja bastante baixa – a segunda menor entre as usinas autorizadas – o que indica que a fabricante privilegiou a certificação do biodiesel feito a partir matéria-prima residual, a nota obtida é bem superior à de usinas que adotaram a mesma estratégia.
Conferindo os documentos que foram submetidos pela SGS – firma inspetora responsável pelo processo de certificação da Bunge – é possível ver que a cópia da planilha da Bunge está com parte referente à “Processamento e rendimentos” da seção “Fase Industrial – Produção de Biodiesel” está em branco.
Sem os dados de gasto energético da fase industrial, a nota da usina acabou ficando melhor do que deveria.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com