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Depois de 12 semanas, preço médio dos CBios fecha abaixo dos R$ 100

Ao longo das três últimas semanas, os CBios perderam quase 50% de seu valor

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Em três semanas, os Créditos de Descarbonização (CBios) perderam quase metade do valor desde o pico que foi registrado no começo do mês passado. Segundo dados da B3, os títulos negociados entre os dias 25 e 29 de julho – a 31ª semana (31S) do ano – apresentaram preço médio de R$ 99,41 ficando abaixo do patamar de R$ 100 pela primeira vez depois de 12 semanas seguidas.

Ao longo da 31S, os preços dos CBios variaram de um piso de R$ 90 até a máxima de R$ 110.
 
As cotações dos papeis vêm minguando desde meados de julho quando começaram a circular informações de que o governo federal poderia aumentar o prazo para que as distribuidoras comprovem o cumprimento das metas de descarbonização a que estão sujeitas pelas regras do RenovaBio.

No último dia 22, o governo oficializou a medida e adiou para setembro de 2023 o prazo final para o cumprimento da meta de aquisição de 35,98 milhões de CBios que havia sido fixado em outubro pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Em três semanas, os Créditos de Descarbonização (CBios) perderam quase metade do valor desde o pico que foi registrado no começo do mês passado. Segundo dados da B3, os títulos negociados entre os dias 25 e 29 de julho – a 31ª semana (31S) do ano – apresentaram preço médio de R$ 99,41 ficando abaixo do patamar de R$ 100 pela primeira vez depois de 12 semanas seguidas.

Ao longo da 31S, os preços dos CBios variaram de um piso de R$ 90 até a máxima de R$ 110.

As cotações dos papeis vêm minguando desde meados de julho quando começaram a circular informações de que o governo federal poderia aumentar o prazo para que as distribuidoras comprovem o cumprimento das metas de descarbonização a que estão sujeitas pelas regras do RenovaBio.

No último dia 22, o governo oficializou a medida e adiou para setembro de 2023 o prazo final para o cumprimento da meta de aquisição de 35,98 milhões de CBios que havia sido fixado em outubro pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Além deste montante, algumas distribuidoras também carregaram para este ano parte das metas de 2021. Essas empresas terão que comprar 745,5 mil CBios elevando o total para 36,7 milhões.

Esfriamento

O aumento no prazo levou as distribuidoras a puxarem o proverbial freio de mão nas compras de CBios. Na 31S, foram negociados 405,3 mil títulos na B3, o menor volume semanal desde a 3S, quando a movimentação ficou em 353,7 mil unidades.

Na média para este ano, vinham sendo negociados um pouco mais de 1,47 milhão de CBios a cada semana. Com isso, as distribuidoras já conseguiram cumprir 68,5% de suas metas para 2022.

Até o momento foram já foram aposentados 4,45 milhões de CBios e as distribuidoras têm em mãos outros 20,7 milhões de títulos.

Fora isso, as usinas de biocombustíveis contam com 2,76 milhões de CBios em estoque. Pela cotação média da última semana, esse volume de CBios renderia R$ 274,1 milhões contra R$ R$ 540,9 milhões no pico do mercado.

Com a queda nos volumes negociados e nos preços, o faturamento do mercado também encolheu para R$ 40,3 milhões.

Também nesse caso tivemos o menor valor movimentado desde a terceira semana de 2022.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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