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Após adiamento de metas, mercado CBios encolhe

O número de CBios negociados e o valor movimentado pela B3 foi o mais baixo desde meados de abril

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Mesmo sem a confirmação – o decreto oficializado a medida só foi publicado na sexta-feira –, o mercado de Créditos de Descarbonização (CBios) esfriou na semana passada. Segundo o balanço da B3, entre os dias 18 e 22 de julho foram negociados 811 mil títulos e movimentados R$ 87,4 milhões.

Isso confirma a terceira semana seguida de retração nos números do mercado de descarbonização do RenovaBio desde o pico alcançado na 27ª semana (27S) deste ano. Entre 27 de junho e 01 de julho, a B3 negociou 3,82 milhões de CBios – melhor resultado para este ano e quarto maior no histórico.

Já o faturamento foi – de longe – mais alto da história com R$ 726,5 milhões.

Mesmo sem a confirmação – o decreto oficializado a medida só foi publicado na sexta-feira –, o mercado de Créditos de Descarbonização (CBios) esfriou na semana passada. Segundo o balanço da B3, entre os dias 18 e 22 de julho foram negociados 811 mil títulos e movimentados R$ 87,4 milhões.

Isso confirma a terceira semana seguida de retração nos números do mercado de descarbonização do RenovaBio desde o pico alcançado na 27ª semana (27S) deste ano. Entre 27 de junho e 01 de julho, a B3 negociou 3,82 milhões de CBios – melhor resultado para este ano e quarto maior no histórico.

Já o faturamento foi – de longe – mais alto da história com R$ 726,5 milhões.

Em ambos os casos, o mercado retrocedeu aos níveis da 17S quando – espremido entre os feriados da Semana Santa e de Tiradentes – as negociações se resumiram a 519 mil CBios.

Interferência

O que mudou o apetite do mercado por CBios agora foi a informação, surgida na semana passada, de que o governo poderia adiar o cumprimento das metas do RenovaBio para este ano. Embora, a informação só tenha sido confirmada na última sexta-feira (22), a expectativa de uma mudança nas regras afastou os compradores.

No total, as distribuidoras teriam que aposentar um pouco mais de 36,7 milhões de CBios este ano – 35,9 milhões unidades referentes a meta de descarbonização para 2022 e outras 745,5 mil em remanescentes das metas ao ano anterior. Embora esse volume não tenha sido alterado, o prazo para seu cumprimento foi prorrogado até 30 de setembro do ano que vem.

O objetivo do governo federal com essa medida foi baixar as cotações dos CBios que vinham sendo apontados com mais um obstáculo para uma redução nos preços finais dos combustíveis. A alta dos combustíveis é um tema ponto sensível para o governo de Jair Bolsonaro que tenta a reeleição este ano.

A medida surtiu efeito. Os preços dos CBios não só encerraram a alta que levou os títulos a atingirem a máxima de R$ 209,50 na 27S, como reverteram o movimento mergulhando quase 43,3% na comparação entre as duas últimas médias semanais.

Já no começo da semana os preços apontaram para baixo com força e se mantiveram assim até quinta-feira (21) quando a média do dia ficou em R$ 96,51 – média diária mais baixa desde 11 de abril. Na sexta-feira o mercado ensaiou uma reação e os preços subiram para R$ 101,31

Totalizando todos os negócios fechados durante a 30S os CBios ficaram em R$ 107,81. Esse é o menor patamar desde a 21S.

Pelas contas do MME, a adiação das metas pode baixar o preço do diesel em 10 centavos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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