Subsídios a combustíveis chegam a R$ 17,7 bilhões; 40% já foi pago
O governo já abriu R$ 17,683 bilhões em créditos extraordinários para subsidiar combustíveis desde o início da crise do petróleo. Desse total, R$ 7,038 bilhões haviam sido efetivamente pagos até 31 de julho, o equivalente a 39,8%, segundo levantamento do Radar Econômico com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A maior parte dos recursos foi destinada ao diesel. O programa inicial, que recebeu dotação de R$ 10 bilhões, já havia desembolsado R$ 6,645 bilhões. Outros R$ 348,5 milhões foram pagos para subsidiar o diesel importado, enquanto o auxílio ao gás de cozinha consumiu R$ 43,9 milhões.
A execução acelerou em julho. O valor pago pelo programa inicial do diesel saltou de R$ 2,131 bilhões no fim de junho para R$ 6,645 bilhões um mês depois. Foram, portanto, R$ 4,514 bilhões desembolsados somente no período.
Em sentido contrário, os R$ 6,803 bilhões abertos pelas duas medidas provisórias mais recentes ainda não apareciam como pagos até o fechamento de julho. A MP 1.380, publicada em 23 de julho, liberou R$ 3,330 bilhões. A MP 1.381, do dia 31, acrescentou outros R$ 3,473 bilhões.
Com isso, R$ 10,645 bilhões do total autorizado ainda não haviam sido desembolsados. Parte dos novos recursos será usada para quitar obrigações já calculadas pela ANP, com possibilidade de atualização dos valores pela Selic.
A conta de R$ 17,7 bilhões considera apenas os subsídios diretos à gasolina, ao diesel e ao gás de cozinha. Ela não inclui as linhas de crédito abertas para as companhias aéreas, que deverão ser devolvidas pelas empresas e, portanto, têm natureza diferente de uma subvenção.
Machado da Costa – Veja


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