Audiência reafirmou a manutenção do rumo da política de adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel mineral
O setor de biodiesel esteve em polvorosa ao longo dessa semana com rumores de que o governo estaria considerando retroceder a mistura obrigatória para o B8. Embora a informação mais recente fosse que a ideia já havia sido descartada, representantes do setor puderam ouvir a notícia diretamente do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Além do ministro e do secretario do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, José Mauro Coelho, estiveram presentes na reunião o presidente executivo da Abiove, André Nassar; o presidente do Conselho da Aprobio, Erasmo Battistella; e o superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski. Parlamentares da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio) também participaram do encontro realizado de modo híbrido.
O setor de biodiesel esteve em polvorosa ao longo dessa semana com rumores de que o governo estaria considerando retroceder a mistura obrigatória para o B8. Embora a informação mais recente fosse que a ideia já havia sido descartada, representantes do setor puderam ouvir a notícia diretamente do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Além do ministro e do secretario do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, José Mauro Coelho, estiveram presentes na reunião o presidente executivo da Abiove, André Nassar; o presidente do Conselho da Aprobio, Erasmo Battistella; e o superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski. Parlamentares da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio) também participaram do encontro realizado de modo híbrido.
“Essa reunião foi importante para assegurar o setor de biodiesel da solidez política de sua estruturação. Foi importante ouvir do ministro que a decisão por manter o curso programado do programa tenha sido tomada pelos 3 ministros de forma unânime”, explicou Donizete.
Para Erasmo Battistella, a manutenção da mistura pelo governo ajuda o setor a continuar investindo. “Reafirmamos o compromisso do setor de continuar com os planos de investimentos no crescimento da produção, beneficiando toda a cadeia do agronegócio envolvida e gerando empregos”, afirmou ao final do encontro.
B8
A ideia de retroceder a mistura obrigatória de biodiesel dos atuais 13% para 8% teve origem no Ministério da Economia. A proposta faria parte do atual esforço que o governo federal vem fazendo para tentar segurar a escalada nos preços do diesel e, dessa forma, conter a insatisfação de caminhoneiros.
Nas últimas semanas diversas organizações da categoria vêm sinalizando para a possibilidade de uma nova greve nacional similar à de 2018. Até agora, no entanto, nada de mais substancial aconteceu.
Há cerca de duas semanas, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) chegou a defender a redução da mistura.
A redução significaria um retrocesso de três anos para mercado nacional de biodiesel. O B8 foi a mistura obrigatória entre março de 2017 e fevereiro de 2018. Nesse período, a produção mensal média do país era de 371 mil m³ de biodiesel. Nos últimos 12 meses, as usinas de biodiesel fabricaram, em média, 537,8 mil m³ por mês.
No começo deste mês, a mistura avançou mais um ponto percentual chegando ao B13. Há previsão legal para mais dois aumentos nos próximos dois anos o que levaria o mercado brasileiro para o B15 em março de 2023.
Além disso, o setor vem se movimentando para que seja adotado um novo cronograma de aumentos da mistura prevendo a adoção do B20 em 2028.
Atualização 17h43 - Foi acrescentada a fala de Erasmo Battistella.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com