IEA estuda fazer uma nova liberação das reservas emergenciais de petróleo
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) está pronta para agir caso seja necessária uma nova liberação de petróleo das reservas de emergência dos países membros, afirmou nesta terça-feira, 20, o principal representante da agência.
A IEA decidiu na semana passada acelerar a liberação do petróleo remanescente de uma liberação recorde das reservas de emergência prometida em março, incluindo mais de 20 milhões de barris de diesel o mais rápido possível, para aumentar a oferta e conter a alta vertiginosa dos preços.
“Se for necessário e se nossos países considerarem que é hora de agir, como Agência Internacional de Energia, estamos prontos para agir”, disse o diretor-executivo Fatih Birol, em uma conferência em Londres organizada pelo Financial Times, quando questionado sobre a possibilidade de uma liberação adicional.
O cronograma para a liberação de 20 milhões de barris de diesel depende de cada país, disse ele, sem fornecer um prazo específico. “A quantidade a ser liberada e o momento dependem dos países e da situação dos mercados no inverno (no Hemisfério Norte)”, afirma Birol.
A guerra no Irã e o conflito na Ucrânia interromperam o abastecimento de petróleo, levando os preços do diesel a níveis recordes em muitos mercados e transformando o combustível que sustenta o transporte rodoviário, a agricultura e a indústria em uma preocupação política e econômica. “Estamos tentando antecipar essas entregas de diesel”, acrescentou Birol.
O petróleo bruto Brent subiu para mais de US$ 111 por barril nesta terça-feira, a maior alta em cinco meses. Os futuros de diesel de referência europeus eram negociados a US$ 1.482,25 por tonelada, alta de quase 4% desde a decisão da IEA na quinta-feira.
A IEA coordena a liberação de petróleo das reservas de emergência pelos países industrializados. Em março, os países se comprometeram a liberar mais de 400 milhões de barris de petróleo bruto e derivados, à medida que os preços disparavam.
Os membros já liberaram, até o momento, 80% dos 400 milhões de barris, disse Birol.
Seher Dareen - Reuters