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Usinas oferecem 61% de sua capacidade máxima no Leilão 35

L35 Resultado_100214O primeiro dia do 35º Leilão de Biodiesel foi encerrado ainda há pouco com uma oferta total pouco inferior a 699,3 milhões de litros.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O primeiro dia do 35º Leilão de Biodiesel foi encerrado ainda há pouco com uma oferta total pouco inferior a 699,3 milhões de litros. Isso representa 61,5% da capacidade total de produção das 44 usinas habilitadas para participarem do processo que vai negociar o biodiesel necessário para atender a demanda do mercado durante os meses de março e abril. 

Esta ainda não possa ser considerada uma oferta das mais robustas – em relação à capacidade habilitada, esse foi o terceiro pior leilão desde a mudança do sistema de leilões em junho de 2012. Esse volume é cerca de 110 milhões de litros maior que o oferecido no 34º leilão.

O primeiro dia do 35º Leilão de Biodiesel foi encerrado ainda há pouco com uma oferta total pouco inferior a 699,3 milhões de litros. Isso representa 61,5% da capacidade total de produção das 44 usinas habilitadas para participarem do processo que vai negociar o biodiesel necessário para atender a demanda do mercado durante os meses de março e abril. 

Esta ainda não possa ser considerada uma oferta das mais robustas – em relação à capacidade habilitada, esse foi o terceiro pior leilão desde a mudança do sistema de leilões em junho de 2012. Esse volume é cerca de 110 milhões de litros maior que o oferecido no 34º leilão. 

Comparando as ofertas das usinas que participaram deste e do leilão anterior, 22 ofereceram mais biodiesel, quatro delas – BSBios PR, SPbio, Minerva e Biocar – colocaram 100% de sua capacidade a venda e um grupo de seis usinas reduziram o volume disponibilizado.

Com ofertas de 2 milhões de litros e 6 milhões de litros – respectivamente –, a Grand Valle e 3Tentos fizeram suas primeiras ofertas num leilão público de biodiesel. Já a Barralcool voltou a participar da disputa depois de ficar de fora do Leilão 34, mas o alto valor de sua oferta torna difícil para empresa conseguir realizar alguma venda.

A Caibiense acabou encerrando o dia sem colocar uma única gota de biodiesel à disposição do mercado, o que pode indicar que é mais uma usina deixando o mercado.

Preço em queda
Os preços do biodiesel também voltaram a ficar abaixo do limitar dos R$ 2 por litro. Em média, as usinas estão pedindo R$ 1.938,41 pelo metro cúbico o que representa um deságio superior a 18,1% em relação aos preços máximos de referência (PMRs) estabelecidos pela ANP.

No certame anterior, as usinas encerraram essa etapa com o preço do biodiesel em R$ 2.053,99 o que dava um deságio de 13,3%. Isso indica uma competitividade bem maior entre os participantes do certame.

A mais agressiva foi, de longe, a Potencial que colocou um lote de 13 milhões de litros à venda por exíguos R$ 1.720,00 o m³. Além dela, ADM e Noble colocaram lotes à venda abaixo de R$ 1,80 por litro.

O leilão continua nessa próxima quinta-feira (13) quando as distribuidoras poderão comprar biodiesel das usinas que tiverem Selo Combustível Social. BiodieselBR.com fará a cobertura ao vivo de todo o processo.

Destaques
- Usina individual que mais colocou biodiesel a venda foi a Oleoplan com 55 milhões de litros;
- Entre os grupos do setor, a Granol foi a campeã das ofertas com 111 milhões de litros à disposição do mercado;
- Quatro usinas – BSBios do Paraná, SP Bio, Minerva e Biocar – colocaram 100% de suas capacidades no mercado;
- A Caibiense não fez nenhuma oferta;
- O biodiesel mais caro é o da Biotins que custa R$ 2.448,33 o m³, deságio de apenas 0,07% em relação ao PMR definido pela ANP. A planta colocou 1,5 milhão de litros à venda;
- A Potencial foi a usina mais agressiva cobrando surpreendentes R$ 1.723,58 pelo m³ por 26,5 milhões de litros;

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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