O certame atraiu o interesse de 40 usinas de biodiesel. Inclusive de um fabricante que já está fora do mercado há um bom tempo
O B10 parece estar mesmo dando um novo ânimo aos fabricantes de biodiesel. ANP divulgou no começo da tarde de hoje (16) a lista com as usinas que buscaram a pré-habilitação para participar da disputa do 61º Leilão de Biodiesel. Ao todo 40 unidades produtivas demonstraram interesse no negócio totalizando uma capacidade de oferta pouco menor que 1,26 bilhão de litros.
O B10 parece estar mesmo dando um novo ânimo aos fabricantes de biodiesel. ANP divulgou no começo da tarde de hoje (16) a lista com as usinas que buscaram a pré-habilitação para participar da disputa do 61º Leilão de Biodiesel. Ao todo 40 unidades produtivas demonstraram interesse no negócio totalizando uma capacidade de oferta pouco menor que 1,26 bilhão de litros.
O L61 vai arrematar o biodiesel que será usado para abastecer o mercado obrigatório e autorizativo durante o quarto bimestre de 2018.
Aumento
A capacidade inscrita está 55,8 milhões de litros acima do volume que disputou o Leilão 60.
Uma parte desse crescimento se deve à ampliação da Oleoplan de Veranópolis. Nessa segunda-feira (14), a usina gaúcha obteve a autorização que eleva sua capacidade instalada para 468 milhões de litros.
Isso permitirá que ela oferta até 78 milhões de litros por bimestre, 15 milhões de litros a mais do que podia antes.
Retorno frustrado
Mas a grande novidade é o retorno – ou quase – da Camera depois de uma ausência de mais de três anos. Desde que entrou com um pedido de recuperação judicial em setembro de 2014, a empresa gaúcha que chegou a ser uma das maiores fabricantes de biodiesel do país está fora do mercado.
Ela chegou até mesmo a considerar a possiblidade de vender suas usinas. Em 2016, no entanto, a empresa começou a dar sinais de melhora e sinalizou que poderia retomar a produção. Esse momento parece estar, finalmente, se aproximando.
A empresa foi uma das que encaminhou documentação à ANP pedindo a habilitação para sua usina de Ijui (RS). Até hoje, a fábrica da Camera é uma das maiores do país. Com capacidade de produzir até 234 milhões de litros por ano – o que acrescentaria 39 milhões de litros ao L61 –, ela ocupa a 10ª posição no ranking nacional de fabricantes.
Não vai ser dessa vez, no entanto, que a Camera volta ao mercado. A empresa teve sua habilitação sumariamente negada pela ANP com base num dispositivo da Resolução 30/2013 que obriga as usinas que “tenham sido paralisadas por período igual ou superior a um ano” a solicitarem uma vistoria de suas instalações antes de poderem retomar suas operações.
Outras usinas podem estar em situação similar. A mato-grossense Barralcool, por exemplo, não declara produção de biodiesel desde julho de 2013. No entanto, ela continua se habilitando normalmente em todos os leilões de biodiesel.
Pendentes
Outras duas usinas – a Biofuga e a Minerva – estão com pendências.
Segundo a lista apresentada pela ANP, no caso da Biofuga o problema foi obter a Certidão Negativa de Débitos Trabalhista. Já a Minerva está com uma certidão municipal vencida.
Isso coloca em risco a oferta de 20,7 milhões de litros de biodiesel.
A lista de usinas pré-habilitadas para o 61º Leilão de Biodiesel pode ser consultada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com