BiodieselBR
Publicidade

Novos preços máximos do leilão não incomodam a maioria das usinas

DieselxBiodiesel 201213Representantes de usinas de biodiesel ouvidos por BiodieselBR não veêm problema na nova faixa de preços que a ANP estabeleceu para o produto.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A divulgação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dos Preços Máximos de Referência (PRMs) para o 37º Leilão de Biodiesel, feita no último dia 03 — quase uma semana depois do anúncio da Medida Provisória que aumentou a mistura do biodiesel ao diesel — apresentou ao mercado um dos menores valores dos últimos tempos. Desde o 4º trimestre de 2010, os produtores não tinham um teto tão baixo para referendar, num pregão, a negociação do metro cúbico do biodiesel que fabricam.

A divulgação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dos Preços Máximos de Referência (PRMs) para o 37º Leilão de Biodiesel, feita no último dia 03 — quase uma semana depois do anúncio da Medida Provisória que aumentou a mistura do biodiesel ao diesel — apresentou ao mercado um dos menores valores dos últimos tempos. Desde o 4º trimestre de 2010, os produtores não tinham um teto tão baixo para referendar, num pregão, a negociação do metro cúbico do biodiesel que fabricam.

No leilão que se inicia amanhã (06), as usinas detentoras do Selo Combustível Social poderão, em média, pleitear pelo metro cúbico um valor de até R$ 2.265,00. Já as usinas que ainda não detêm o Selo, terão que se contentar com o patamar de R$ 2.226,00. Esses valores representam um corte de quase 10% em cima dos PRMs fixados no certame anterior.

BiodieselBR.com foi atrás de alguns produtores para ver como eles assimilaram essa redução nos PRMs.

Francisco Flores, gerente de negócios da Fiagril, diz não estar surpreso com o corte. “Uma das coisas que sempre foi discutida em relação ao aumento de mistura, o ponto-chave, era o impacto na inflação [...] O governo não quis deixar os Preços Máximos de Referência muito altos para não correr o risco de refletir em aumento”, analisa Flores.

Carlos Omar Polastri, diretor executivo da Cesbra, também salienta a existência da interferência do governo na decisão da agência de reduzir os PRMs. Contudo, demonstra estar bem mais incomodado com essa providência.

“Acho que deveríamos perguntar para a presidenta e para o ministro [do MME] se tal atitude também estava nos planos de incentivo aos produtores de biodiesel. Vale ressaltar que ambos são responsáveis diretos pelas decisões da ANP”, pontua Polastri alegando estar muito preocupado com o corte, pois “o governo dá com uma das mãos e retira com a outra imediatamente”.

Indiferença
Em contrapartida, outro executivo de usina consultado por essa reportagem diz ter recebido a notícia do corte com “naturalidade”, não acreditando que a medida trará impactos significativos ao L37.

“A expectativa, mesmo num cenário de acréscimo de 20% na demanda, é de que a oferta será ainda bem superior, permitindo projetar, inclusive, algum desconto sobre os PMRs por parte das usinas”, avalia Gustavo Bianchini, diretor corporativo da Bianchini.

Desconto esse que, como evidencia Paulo José Fuga, da Biofuga, via de regra, os produtores concediam.

“Sempre teve um balizador, esse preço [o PRM] era um norte [...] os preços que as usinas lançavam ficava muito abaixo dele”, pontua Fuga.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Compartilhar: