BiodieselBR
Publicidade

Leilão de biodiesel tem preço mais baixo em 3 anos

leilão ANP 290513Leilão tem o segundo menor preço médio e o menor valor pago para uma usina em toda história dos leilões regulares.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Leilão tem o segundo menor preço médio e o menor valor pago para uma usina em toda história dos leilões regulares.

Nesta tarde de sexta-feira (09) acabou o disputadíssimo 32º Leilão de Biodiesel da ANP. Ao todo foram comprados 524,836 milhões de litros, quase 10 milhões de litros a mais que no certame anterior.

Como virou uma tendência desde que a nova sistemática foi implementada no 26º Leilão de Biodiesel, as usinas vem espremendo cada vez mais suas margens de lucro. Neste leilão a ANP estipulou um preço máximo cerca de 11 centavos maior que no leilão anterior, o que deveria indicar um custo mais alto para produzir biodiesel. Contudo, o preço final ficou nove centavos por litro menor que no leilão 31. A média de preço do biodiesel pago pelas distribuidoras no 31º leilão foi de R$ 1,987 por litro. No certame encerrado hoje a média foi de R$ 1,8966. As usinas recebem 4 centavos por litro a menos, valor este que fica com a Petrobras. Assim, o deságio final foi de 26,1%.

Desde que começaram os leilões regulares, somente uma vez os preços médios foram mais baixos que o visto nesse leilão. O leilão 19 teve um preço médio de R$ 1,7432 por litro, 11 centavos menor do que as usinas irão receber, R$ 1,8566. Mas este leilão bateu um recorde, o de preço mais baixo já pago  pelo biodiesel para uma usina em toda a história dos leilões regulares. A Minerva vendeu 1,7 milhões de litros pelo preço médio de R$ 1,611 por litro, tirando o recorde anterior que pertencia a B-100, de Araxá (MG), que vendeu 2,2 milhões de litros por R$ 1,6218 no 18º leilão. Depois desse leilão, a B-100 só conseguiu vender leilão seguinte e hoje está fora do mercado.

Empresas, Estados e Regiões
Depois de algum tempo fora do topo das empresas que mais venderam em um leilão, a Granol voltou a ocupar a liderança. A empresa vendeu 75 milhões de litros, por um preço médio de R$ 1,8575 por litro. A segunda colocada é a Petrobras Biocombustível, com a venda de 59,235 milhões de litros por R$ 2,0618 o litro. A estatal é seguida pela venda de 49,994 milhões de litros da Oleoplan por R$ 1,7976.

Ao todo 9 usinas venderam todo o biodiesel que colocaram a disposição Bianchini, Biocar, Cargill, Granol (GO), JBS, Olfar, Pbio MG, Potencial e SP Bio. A usina da Pbio na Bahia quase chegou lá. Vendeu 99,98% do que disponibilizou, faltando vender apenas 5 mil litros.

Apenas cinco usinas ficaram sem vender nada: Barralcool, Biopar (MT), Biotins, Bocchi e Caibiense. A BSBios (RS) foi a usina que menos vendeu, com parcos 312 mil litros comercializados.

O Rio Grande do Sul se mantém na liderança de vendas nos leilões, com a venda de 30% de todo o volume negociado, o equivalente a 157,48 milhões de litros. O estado também tem o preço médio mais baixo de todos, com as usinas recebendo R$ 1,7746 por litro. O estado de Goiás ficou em segundo com 105,7 milhões de litros vendidos e um preço médio de R$ 1,8807 por litro.

Nas regiões, a Sul novamente ganhou da Centro-Oeste. Foram 217,5 milhões de litros contra 207,4 milhões de litros. Desde a implantação do novo sistema essa é a segunda vez que isso ocorre. O principal motivo é a chegada da Potencial no mercado. A usina paranaense tem tido uma postura agressiva e contribuído para manter a região Sul como a principal fornecedora do de biodiesel do país.

O volume de biodiesel comprado será entregue nos meses de setembro e outubro deste ano.

Os gráficos interativos com o resultado completo do leilão podem ser acessados aqui, e a tabela com o resultado do leilão aqui

BiodieselBR.com 
Compartilhar: