Encerrada a Etapa 2 do 57º Leilão de Biodiesel da ANP que aconteceu hoje (03), as usinas de colocaram 862,7 milhões de litros a disposição das distribuidoras para atender à demanda do mercado durante o 6º bimestre deste ano. Esse volume é um pouco menor do que o recorde registrado no L56 quando a oferta chegou perto dos 878,4 milhões de litros.
Encerrada a Etapa 2 do 57º Leilão de Biodiesel da ANP que aconteceu hoje (03), as usinas de colocaram 862,7 milhões de litros a disposição das distribuidoras para atender à demanda do mercado durante o 6º bimestre deste ano. Esse volume é um pouco menor do que o recorde registrado no L56 quando a oferta chegou perto dos 878,4 milhões de litros.
A queda na oferta não chega a ser completamente inesperada. O histórico de vendas de óleo diesel mostra que o mercado costuma a ficar um pouco mais fraco por volta do final do ano. De qualquer forma, da redução de parcos 1,8% no volume oferta oferece um instantâneo de um mercado que chega ao final de 2017 muito mais saudável no que estava um ano atrás.
O volume ofertado é recorde para um leilão do 6º bimestre. O volume recorde anterior era do leilão 45, que teve oferta de 827,7 mil m³. Esse crescimento, tanto tempo depois, reduz as preocupações com a oferta de biodiesel no curto prazo.
Oferta adequada
Segundo as projeções, a demanda das distribuidoras deverá ficar entre 750 e 770 milhões de litros. Se o número se confirmar, quando a Etapa 5 se encerrar nessa sexta-feira ainda teremos um saldo de, pelo menos, 107,7 milhões de litros de biodiesel para atender ao mercado autorizativo e garantir os estoques reguladores.
Considerada a capacidade de oferta habilitada a participar da disputa, as usinas ofertaram 73,5% de todo o volume que poderiam colocar no mercado. Esse é um resultado que também fica abaixo do L56 quando foi 75,4% da capacidade foi efetivamente colocada na mesa.
A relação entre capacidade e oferta vem recuando de forma consistente desde o L53 quando chegou a 79,9% – a maior já registrada desde que os leilões se tornaram bimestrais. O resultado atual é o pior desde o L52 quando a performance não passou dos 70,1%
Se as usinas estão mais conservadoras em termos de volumes, a situação muda de figura quando se olha para os preços. Esse foi o quarto pregão seguido onde o valor médio pedido pelos fabricantes aumenta. Dessa vez, as usinas estão pedindo das distribuidoras é R$ 2.299,97 por cada metro cúbico de combustível – alta de 2% em relação ao L56.
O deságio em relação aos preços máximo de referência (PMRs) estipulados pela ANP na semana passada foi de 21,4%.
Esse movimento marca uma tendência de crescimento depois da forte queda nos preços que foi registrada a partir do final de 2016. No leilão final de 2016, as usinas pediram pelo menos R$ 2.880,10 por m³ de biodiesel enquanto no L54 o piso ficou em R$ 2.133,25 por m³.
O resultado completo da Etapa 2 do Leilão 57 pode ser consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Encerrada a Etapa 2 do 57º Leilão de Biodiesel da ANP que aconteceu hoje (03), as usinas de colocaram 862,7 milhões de litros a disposição das distribuidoras para atender à demanda do mercado durante o 6º bimestre deste ano. Esse volume é um pouco menor do que o recorde registrado no L56 quando a oferta chegou perto dos 878,4 milhões de litros.
A queda na oferta não chega a ser completamente inesperada. O histórico de vendas de óleo diesel mostra que o mercado costuma a ficar um pouco mais fraco por volta do final do ano. De qualquer forma, da redução de parcos 1,8% no volume oferta oferece um instantâneo de um mercado que chega ao final de 2017 muito mais saudável no que estava um ano atrás.
O volume ofertado é recorde para um leilão do 6º bimestre. O volume recorde anterior era do leilão 45, que teve oferta de 827,7 mil m³. Esse crescimento, tanto tempo depois, reduz as preocupações com a oferta de biodiesel no curto prazo.
Oferta adequada
Segundo as projeções, a demanda das distribuidoras deverá ficar entre 750 e 770 milhões de litros. Se o número se confirmar, quando a Etapa 5 se encerrar nessa sexta-feira ainda teremos um saldo de, pelo menos, 107,7 milhões de litros de biodiesel para atender ao mercado autorizativo e garantir os estoques reguladores.
Considerada a capacidade de oferta habilitada a participar da disputa, as usinas ofertaram 73,5% de todo o volume que poderiam colocar no mercado. Esse é um resultado que também fica abaixo do L56 quando foi 75,4% da capacidade foi efetivamente colocada na mesa.
A relação entre capacidade e oferta vem recuando de forma consistente desde o L53 quando chegou a 79,9% – a maior já registrada desde que os leilões se tornaram bimestrais. O resultado atual é o pior desde o L52 quando a performance não passou dos 70,1%
Se as usinas estão mais conservadoras em termos de volumes, a situação muda de figura quando se olha para os preços. Esse foi o quarto pregão seguido onde o valor médio pedido pelos fabricantes aumenta. Dessa vez, as usinas estão pedindo das distribuidoras é R$ 2.299,97 por cada metro cúbico de combustível – alta de 2% em relação ao L56.
O deságio em relação aos preços máximo de referência (PMRs) estipulados pela ANP na semana passada foi de 21,4%.
Esse movimento marca uma tendência de crescimento depois da forte queda nos preços que foi registrada a partir do final de 2016. No leilão final de 2016, as usinas pediram pelo menos R$ 2.880,10 por m³ de biodiesel enquanto no L54 o piso ficou em R$ 2.133,25 por m³.
O resultado completo da Etapa 2 do Leilão 57 pode ser consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com