Pode até ter sido recorde, mas, mesmo assim, a comemoração do resultado do L56 não deverá ser das mais eufóricas para a indústria de biodiesel. Ao todo, as distribuidoras arremataram 796 milhões de litros – frustrando quem esperava que o certame movimentasse perto de 830 milhões de litros. O volume adquirido hoje será usado para abastecer o mercado de mistura obrigatória durante os meses de setembro e outubro.
Pode até ter sido recorde, mas, mesmo assim, a comemoração do resultado do L56 não deverá ser das mais eufóricas para a indústria de biodiesel. Ao todo, as distribuidoras arremataram 796 milhões de litros – frustrando quem esperava que o certame movimentasse perto de 830 milhões de litros. O volume adquirido hoje será usado para abastecer o mercado de mistura obrigatória durante os meses de setembro e outubro.
Que a demanda não seria tão boa quanto o mercado estava antecipando, estava indicado desde sábado quando a Etapa 3 do certame se encerrou com menos de 700 milhões de litros adquiridos.
Embora isso permitisse a compra de até 174,6 milhões de litros hoje, a demanda real ficou bastante aquém desse teto. Outros 97,5 milhões de litros foram arrematados nessa segunda-feira.
Sobram pouco menos de 82,4 milhões de litros para atender à demanda do mercado autorizativo e do leilão de estoque que estão marcados para acontecerem, respectivamente, amanhã (15) e nessa quinta-feira (17).
Crescimento
Em relação ao certame anterior ao aumento nas vendas foi de 4,7%. Já na comparação com o Leilão 50 – que atendeu ao quinto bimestre de 2016 – as compras saltaram mais de 18%.
Apesar do crescimento vistoso em um ano, é preciso levar em conta que até março deste ano a obrigatória ainda era de 7%. Ou seja, pelo menos 14% desse crescimento pode ser atribuído simplesmente à adoção do B8.
Ainda assim, há um certo alento em perceber que as compras do L56 permitem dizer que as distribuidoras estão antecipando vendas maiores. O volume arrematado permitiria a venda de 9,95 bilhões de litros de diesel no quinto bimestre enquanto, em 2016, as vendas do periodo totalizaram pouco mais de 9,4 bilhões de litros. Isso parece consolidar a noção de que, aos poucos, o mercado está se recuperando de uma crise de demanda bastante prolongada.
Ganhos
O aumento no volume vendido puxou para cima o faturamento do setor que chegou a R$ 1,84 bilhão nesse certame.
O valor médio pago pelas distribuidoras pelo biodiesel foi de R$ 2.342,71 o que representa uma melhor de 2,7% em relação ao valor negociado no certame anterior R$ 2.280,22.
Esse preço, no entanto, ainda é menor que os R$ 2.423,87 que o m³ do biodiesel custou às distribuidoras um ano atrás.
Destaques
– 796 milhões de litros de biodiesel foi o que o L56 arrematou para o quinto bimestres;
– Foram pouco menos de 698,5 milhões de litros na Etapa 3 e 97,5 milhões d de litros na Etapa 5;
– Sobraram menos de 82,4 milhões de litros do ofertado pelas usinas;
– O volume total arrematado pelas distribuidoras permitiria a venda de 9,95 bilhões de litros de B8;
– As distribuidoras vão pagar, em média, R$ 2.342,71 por cada metro cúbico de biodiesel trazendo o faturamento para R$ 1,84 bilhão;
– Ao todo 17 usinas esgotaram as ofertas feitas na Etapa 2;
– Destas, cinco conseguiram vendas toda a capacidade produtiva;
– Nenhuma usina que tenha feito oferta na Etapa 2, ficou se vender nada, embora a Biopar MT tenha chegado perto ao vender 100 mil litro numa oferta de 20 milhões de litros;
– Embora tenham sido regularmente habilitadas para a disputa, a Barralcool e as unidades da Granol de Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) não fizeram qualquer oferta na Etapa 2;
– O maior volume comercializado foi da ADM de Rondonópolis com 54 milhões de litros arrematados que deverão render à empresa mais de R$ 123,9 milhões;
– O Grupo Oleoplan leva o ouro em vendas com 83 milhões de litros arrematados e faturamento de quase R$ 193,9 milhões;
– A PBio de Candeias recebeu, em média, R$ 2.575,89 por cada um dos 28 milhões de litros de biodiesel vendidos;
– O produto mais barato foi o da Oleoplan de Veranópolis que receberá R$ 2.225,10 por 53 milhões de litros;
– O Rio Grande do Sul vendeu 222 milhões de litros sendo o estado que mais vendeu biodiesel neste bimestre;
Veja aqui o resultado completo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Pode até ter sido recorde, mas, mesmo assim, a comemoração do resultado do L56 não deverá ser das mais eufóricas para a indústria de biodiesel. Ao todo, as distribuidoras arremataram 796 milhões de litros – frustrando quem esperava que o certame movimentasse perto de 830 milhões de litros. O volume adquirido hoje será usado para abastecer o mercado de mistura obrigatória durante os meses de setembro e outubro.
Que a demanda não seria tão boa quanto o mercado estava antecipando, estava indicado desde sábado quando a Etapa 3 do certame se encerrou com menos de 700 milhões de litros adquiridos.
Embora isso permitisse a compra de até 174,6 milhões de litros hoje, a demanda real ficou bastante aquém desse teto. Outros 97,5 milhões de litros foram arrematados nessa segunda-feira.
Sobram pouco menos de 82,4 milhões de litros para atender à demanda do mercado autorizativo e do leilão de estoque que estão marcados para acontecerem, respectivamente, amanhã (15) e nessa quinta-feira (17).
Crescimento
Em relação ao certame anterior ao aumento nas vendas foi de 4,7%. Já na comparação com o Leilão 50 – que atendeu ao quinto bimestre de 2016 – as compras saltaram mais de 18%.
Apesar do crescimento vistoso em um ano, é preciso levar em conta que até março deste ano a obrigatória ainda era de 7%. Ou seja, pelo menos 14% desse crescimento pode ser atribuído simplesmente à adoção do B8.
Ainda assim, há um certo alento em perceber que as compras do L56 permitem dizer que as distribuidoras estão antecipando vendas maiores. O volume arrematado permitiria a venda de 9,95 bilhões de litros de diesel no quinto bimestre enquanto, em 2016, as vendas do periodo totalizaram pouco mais de 9,4 bilhões de litros. Isso parece consolidar a noção de que, aos poucos, o mercado está se recuperando de uma crise de demanda bastante prolongada.
Ganhos
O aumento no volume vendido puxou para cima o faturamento do setor que chegou a R$ 1,84 bilhão nesse certame.
O valor médio pago pelas distribuidoras pelo biodiesel foi de R$ 2.342,71 o que representa uma melhor de 2,7% em relação ao valor negociado no certame anterior R$ 2.280,22.
Esse preço, no entanto, ainda é menor que os R$ 2.423,87 que o m³ do biodiesel custou às distribuidoras um ano atrás.
Destaques
– 796 milhões de litros de biodiesel foi o que o L56 arrematou para o quinto bimestres;
– Foram pouco menos de 698,5 milhões de litros na Etapa 3 e 97,5 milhões d de litros na Etapa 5;
– Sobraram menos de 82,4 milhões de litros do ofertado pelas usinas;
– O volume total arrematado pelas distribuidoras permitiria a venda de 9,95 bilhões de litros de B8;
– As distribuidoras vão pagar, em média, R$ 2.342,71 por cada metro cúbico de biodiesel trazendo o faturamento para R$ 1,84 bilhão;
– Ao todo 17 usinas esgotaram as ofertas feitas na Etapa 2;
– Destas, cinco conseguiram vendas toda a capacidade produtiva;
– Nenhuma usina que tenha feito oferta na Etapa 2, ficou se vender nada, embora a Biopar MT tenha chegado perto ao vender 100 mil litro numa oferta de 20 milhões de litros;
– Embora tenham sido regularmente habilitadas para a disputa, a Barralcool e as unidades da Granol de Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) não fizeram qualquer oferta na Etapa 2;
– O maior volume comercializado foi da ADM de Rondonópolis com 54 milhões de litros arrematados que deverão render à empresa mais de R$ 123,9 milhões;
– O Grupo Oleoplan leva o ouro em vendas com 83 milhões de litros arrematados e faturamento de quase R$ 193,9 milhões;
– A PBio de Candeias recebeu, em média, R$ 2.575,89 por cada um dos 28 milhões de litros de biodiesel vendidos;
– O produto mais barato foi o da Oleoplan de Veranópolis que receberá R$ 2.225,10 por 53 milhões de litros;
– O Rio Grande do Sul vendeu 222 milhões de litros sendo o estado que mais vendeu biodiesel neste bimestre;
Veja aqui o resultado completo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com