

Finalizadas as negociações da 2ª Etapa do 31º Leilão de Biodiesel da ANP, as usinas colocaram um volume recorde de biodiesel à disposição do mercado.

Finalizadas as negociações da 2ª Etapa do 31º Leilão de Biodiesel da ANP, as usinas colocaram um total de 765,7 milhões de litros de biodiesel à disposição do mercado. Esse volume representa quase 69,4% dos 1,1 bilhão de litros que as 45 empresas habilitadas para o certame poderiam ter colocado à venda durante os meses de julho e agosto.
Em termos absolutos, essa foi a maior oferta registrada desde o Leilão 28 – quando a disputa passou a ser realizada de forma bimestral – e a relação entre capacidade nominal da indústria e oferta real permaneceu na faixa dos 70% como vem acontecendo desde a implantação do novo sistema de leilões cerca de um ano atrás. Entre o leilão anterior e esse, a oferta avançou apenas 0,1%.
Dessas ofertas, praticamente 761,1 são de responsabilidade de usinas detentoras do Selo Combustível Social. As ofertas do grupo das sem selo ficou restrito a menos de 4,7 milhões de litros.
Nada menos que oito usinas – BSBios, Cooperbio, Bunge, Biocamp, Brejeiro, SP Bio, Minerva, Biocar e Cooperfeliz – ofertaram 100% de sua capacidade nominal. Na outra ponta do espectro, três usinas – Bionasa, Biopar PR e Biopetro – que estavam habilitadas optaram por não fazer ofertas.
Preço médio
O preço médio do biodiesel continua numa trajetória de queda consistente e fechou o dia com as usinas pedindo R$ 1.966,09 pelo metro cúbico de biodiesel. No mesmo ponto do pregão anterior, o mesmo volume era negociado a R$ 2.011,39. Um corte de 2,2%.
Isso que implica numa razoável correlação entre a queda dos preços pedidos pelas usinas com a dos Preços Máximos de Referência (PMRs) determinados pela ANP.
Nada menos que 28 usinas fizeram 62 ofertas por preços abaixo de R$ 2.000 por m³ – totalizando 502,37 milhões de litros. A Bianchini foi a campeão dos preços baixos com 45 milhões de litros a venda por R$ 1.821,11 (25,8% de deságio).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com