Depois de dois leilões com ofertas deprimidas, fabricantes de biodiesel colocaram 1,41 milhões de m³ à venda
Apesar do começo atribulado – em função de um problema técnico registrado na Petronect que obrigou a ANP a adiar as ofertas das usinas – o 77º Leilão de Biodiesel (L77) começou para valer. Realizada nessa terça-feira (08), a Etapa 2 do processo que vai negociar o biodiesel a ser consumido durante primeiro bimestre de 2021 atraiu um pouco mais de 1,41 milhão de m³ em ofertas.
O volume é o maior já registrado dentre todos os leilões realizados pela ANP superando a recorde do L72 em cerca de 4,4%. São quase 60 mil m³ de biodiesel a mais.
Apesar do começo atribulado – em função de um problema técnico registrado na Petronect que obrigou a ANP a adiar as ofertas das usinas – o 77º Leilão de Biodiesel (L77) começou para valer. Realizada nessa terça-feira (08), a Etapa 2 do processo que vai negociar o biodiesel a ser consumido durante primeiro bimestre de 2021 atraiu um pouco mais de 1,41 milhão de m³ em ofertas.
O volume é o maior já registrado dentre todos os leilões realizados pela ANP superando a recorde do L72 em cerca de 4,4%. São quase 60 mil m³ de biodiesel a mais.
Das 43 usinas habilitadas para participar do L77, um grupo formado por 25 plantas ampliou sua oferta em relação ao leilão anterior elevando. No total, esses fabricantes colocaram 236,1 mil m³ de biodiesel a mais no mercado. Já cinco usinas reduziram suas ofertas tirando do mercado 34 mil m³.
As outras 13 plantas simplesmente repetiram as mesmas ofertas do leilão passado.
Ao contrário dos últimos dois leilões quando a ANP optou para reduzir a mistura obrigatória – para B10 no L75 e B11 no L76 – tudo indica que, dessa vez, não haverá qualquer dificuldade para abastecer o mercado com B12. As projeções de BiodieselBR.com apontam para uma demanda entre 1,10 e 1,15 milhão de m³.
Importação
O aumento da oferta das usinas no L77 parece justificar a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de autorizar o uso de matérias-primas importadas na produção de biodiesel.
Além da oferta maior, os preços também ficaram mais baixos. Em média, as usinas participantes do L77 estão pedindo R$ 4.322,55 por cada m³ de biodiesel colocado à venda.
Esse valor é 13,3% menor do que o visto na etapa 2 do L76. Isso mesmo com os PMRs fixados pela ANP na semana passada estarem mais altos do que no leilão anterior.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com