A participação das distribuidoras do Sindicom no mercado de combustíveis vem caindo ao loingo da última década. Essa queda se acentuou nos últimos anos.
Os últimos anos não foram lá muito generosos com o mercado brasileiro de combustíveis de uma forma geral. Entre 2014 e 2016, as vendas de combustíveis encolheram um total de 6,7% – o equivalente a 8,9 bilhões de litros menos. Um tombo feito, certamente. Acontece que o impacto foi sentido quase exclusivamente pelas maiores distribuidoras do país enquanto as distribuidoras de menor porte parecem ter navegado em segurança ao largo dessa tempestade.
Os últimos dois anos não foram lá muito generosos com o mercado brasileiro de combustíveis de uma forma geral. Entre 2007 e 2016, as vendas de combustíveis encolheram um total de 6,7% – o equivalente a 8,9 bilhões de litros menos. Um tombo feito, certamente. Acontece que o impacto foi sentido exclusivamente pelas maiores distribuidoras do país enquanto as distribuidoras de menor porte parecem ter navegado em segurança ao largo dessa tempestade.
Compilando os dados disponíveis na edição mais recente do Anuário do Sindicado Nacional das Empresas Distribuidoras e Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), BiodieselBR.com constatou que ao longo dos últimos dez anos – o periodo entre 2007 e 2016 – a fatia das associadas da organização recuou de 80,8% para menos e 74,1%.
Não que essa tenha sido uma década totalmente perdida para as associadas do Sindicom. Embora elas tenham perdido um pouco de market share entre 2007 e 2009, a situação ficou praticamente estável – até com uma melhora modesta – entre 2009 e 2013. Foi só então que as coisas deram uma guinada para pior. Nos últimos quatro anos, as associadas do Sindicom perderam cinco pontos percentuais de participação no mercado.
Até 2014, no entanto, essas perdas eram apenas relativas. Como os números absolutos do setor continuavam crescendo, o único problema era que as empresas do Sindicom não estavam conseguindo acompanhar o ritmo de crescimento das concorrentes.
Queda
Em média, entre 2007 e 2014, as vendas das distribuidoras ligadas ao Sindicom avançaram, em média, 5% ao ano chegando a 104,6 bilhões de litros naquele último ano. Enquanto isso, as demais cresceram um pouco acima de 6,5% atingindo 28,1 bilhões de litros.
Conforme a crise da economia brasileira começou a ficar mais aguda, no entanto, as empresas do Sindicom sentiram o golpe. No ano passado, as vendas somaram 91,7 bilhões de litros.
Em somente dois anos, esses distribuidores viram seus resultados encolherem em quase 12,9 bilhões de litros. É uma queda de 12,3%.
Apesar da crise
Enquanto isso, as distribuidoras de menor porte só desaceleraram um pouco – de 2014 a 2016, o crescimento anual médio ficou em 4,5%. Assim elas aumentaram as vendas em mais 4 bilhões de litros chegando a 32,1 bilhões de litros comercializado em 2016.
Esse crescimento não foi homogêneo. Uma parte relativamente grande dele veio de ganhos no mercado de etanol hidratado que sempre foi mais disputado que outros segmentos – com a participação do Sindicom girando entre 55,5% e 65,7%. Do volume extra que as distribuidoras menores passaram a vendar nesses anos mais recente 1,5 bilhão de litros veio do etanol.
Mas também tem havia mudanças na distribuição dos mercados de gasolina e diesel. Em ambos os casos, a participação das empresas do Sindicom caiu de forma consistente e fecharam 2016 com seus piores resultados para os últimos 10 anos. No diesel foram 78,3% e na gasolina 70,7% – perdas de, respectivamente 68 e 7,1 pontos percentuais.
As vendas de diesel das distribuidoras menores praticamente dobraram na última década indo de 6,2 para 11,8 bilhões de litros. Na gasolina o avanço foi ainda mais robusto. O volume comercializado foi de 5,4 para 12,6 bilhões de litros.
GNV
O Sindicom também perdeu espaço nas vendas de GNV onde sua fatia recuou de 52% para 34% em uma década. Mas isso Nesse caso, no entanto, não houveram ganhos importantes para as distribuidoras de menor porte porque suas vendas não aumentaram.
A mudança no mercado responde simplesmente a uma contração geral do segmento cujas vendas recuaram de 2,5 bilhões de litros em 2007 para pouco mais de 1,8 bilhões de litros no ano passado.
Já mercados de combustíveis de aviação e de óleo combustível prosseguem virtualmente dominados pelas associadas do Sindicom.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com