Uma técnica de espectroscopia desenvolvida por uma empresa norte-americana permite o controle da qualidade na produção de biodiesel em tempo real.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Uma nova técnica de espectroscopia desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos pela Biodico – fabricante norte-americana de equipamentos para biorrefinarias – poderá garantir melhorias consideráveis no processo de fabricação de biodiesel. Se os resultados da empresa se confirmarem, a nova técnica permitirá que os fabricantes do biocombustível possam controlar a qualidade de seu produto em tempo real e com uma fração do custo atual.
No começo do mês, a empresa apresentou os resultados no 105º Encontro Anual da Sociedade Americana de Oleoquímicos realizado em San Antonio (Texas).
Uma nova técnica de espectroscopia desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos pela Biodico – fabricante norte-americana de equipamentos para biorrefinarias – poderá garantir melhorias consideráveis no processo de fabricação de biodiesel. Se os resultados da empresa se confirmarem, a nova técnica permitirá que os fabricantes do biocombustível possam controlar a qualidade de seu produto em tempo real e com uma fração do custo atual.
No começo do mês, a empresa apresentou os resultados no 105º Encontro Anual da Sociedade Americana de Oleoquímicos realizado em San Antonio (Texas).
Os protocolos atualmente adotados para o controle de qualidade do biodiesel são relativamente demorados. Isso significa que diversas informações que seriam críticas para manter a qualidade do processo só podem ser levantadas quando já é tarde demais e medidas corretivas já não podem ser adotadas com facilidade.
Para tentar acelerar o processo, a Biodico usou a técnica de espectroscopia transformada de Fourier usando o espectro infravermelho próximo para tentar coletar dados precisos de forma praticamente instantânea por meio de sensores embutidos no próprio maquinário usado na fabricação do biodiesel. Segundo a Biodico, o método é preciso para determinar o teor de água, de ácidos graxos livres, de glicerina, de mono, di e triglicerídeos entre outros parâmetros relevantes para a qualidade do produto final.
"Estamos muito animados com os resultados dessa pesquisa", disse o vice-presidente de Pesquisa & Desenvolvimento da Biodico, Trey Teall. "Estamos realizando um ensaio interlaboratorial para obter uma confirmação independente dos nossos resultados", completou.
Impressão digital Dentre os resultados obtidos com a nova metodologia e apresentados pela Biodico destaca-se também o fato de a técnica emitir uma espécie de "impressão digital" do biodiesel resultante – incluindo a especificação das matérias-primas utilizadas na produção.
A partir do biodiesel finalizado, a técnica seria capaz de identificar o mix de matérias-primas utilizadas em sua fabricação. Esse resultado é particularmente promissor em países que adotam restrições ou incentivam o uso de determinadas matérias-primas em função de sua performance ambiental e perfil de emissões de gás carbônico.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações Biodiesel Magazine