Duas professoras da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estão aprimorando um método inovador que usa plasma frio para fabricar biodiesel.Rotas tecnológicas mais eficazes para a produção de biodiesel têm sido pesquisadas no mundo inteiro. No Brasil, duas professoras da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estão aprimorando um método inovador que usa a tecnologia de plasma frio que consegue produzir o biocombustível em poucos minutos e evitar a geração de glicerina.

Rotas tecnológicas mais eficazes para a produção de biodiesel têm sido pesquisadas no mundo inteiro. No Brasil, duas professoras da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estão aprimorando um método inovador que usa a tecnologia de plasma frio que consegue produzir o biocombustível em poucos minutos e evitar a geração de glicerina.
Tudo começou no ano passado, quando Anelise Leal Vieira Cubas e Elisa Helena Siegel Moecke, coordenadoras, respectivamente, da Unidade de Articulação Acadêmica de Produção, Construção e Agroindústria e do Projeto Biodiesel de Extensão da Unisul, decidiram unir suas pesquisas. “Eu já trabalhava com plasma frio para eliminação de gases e a professora Elisa trabalhava com biodiesel. Pensamos, então, em unir nossas pesquisas e começamos a estudar a possibilidade de produção de biodiesel, nos baseando nos princípios do plasma, que, ao proporcionar uma atmosfera ionizada, pode ‘romper’ moléculas e formar novas espécies”, conta Anelise.
Incipiência
Embora tenham sido realizados alguns testes prévios no segundo semestre de 2013, a pesquisa, de fato, apoiada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), iniciou-se neste ano. Por enquanto, as pesquisadoras já sabem que conseguiram transformar os óleos e gorduras testados em ésteres etilados e metilados – ou seja, elas produziram biodiesel. Ainda falta saber se é possível fabricar dentro das especificações. “Ainda não foi realizada a determinação das características conforme o produto formado e de acordo com as especificações da ANP”, informa Elisa, alegando a intenção de fazer essas análises ainda este mês.
Por essa razão, as pesquisadoras mostram cautela ao definir do produto resultante do processo de produção com o uso de plasma frio. “Podemos afirmar que houve a formação de ésteres etílicos ou metílicos [por cromatografia gasosa] a partir de óleo residual de frituras e de gorduras ácidas provenientes de sistemas de tratamento de efluentes de abatedores de frango”, diz Elisa. “Mas ainda não quantificamos o teor de ésteres formados”, ressalva a coordenadora do Projeto Biodiesel de Extensão da Unisul.
Rápido
Uma coisa a nova tecnologia já promete, reduzir drasticamente o tempo de produção. Testes preliminares mostraram que, enquanto tecnologia convencional demora de 1 a 2 horas para produzir o biodiesel, o método desenvolvido pelas professoras da Unisul gasta somente dois minutos. Em tese isso pode reduzir o preço final do produto.
Além disso, segundo a professora, como nesse processo não são usados catalisadores, os gastos ficam restritos, basicamente, à energia e ao álcool. “A tecnologia utiliza pouca energia, mas ainda não fizemos um estudo comparativo”, diz Elisa.
Outra característica do processo também chama a atenção: ele não gera glicerina. Em tese isso permitiria um aproveitamento melhor das matérias-primas utilizadas. Mas, por enquanto, as professoras se mostram cautelosas sobre essa característica dizendo que ainda são necessários outros estudos para esclarecer satisfatoriamente fato de não haver geração do coproduto com o uso dessa tecnologia.
Diversificação
As professoras da Unisul também estão pesquisando outras matérias primas – além do óleo de fritura e das gorduras ácidas provenientes de abatedouros de aves – para produzir biodiesel a partir da tecnologia.
“Vai nos render no mínimo mais duas patentes”, diz Anelise. Duas patentes já foram solicitadas ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em função da pesquisa: “Novo processo para obtenção de Biodiesel (PI)” e do “Aperfeiçoamento introduzido em reator de plasma (MU)”.
“Estamos no início, tem muito tempo de trabalho pela frente para poder chegar ao ponto de comercializar o produto”, considera Anelise destacando que a continuidade da pesquisa dependerá de novas fontes de fomento (ou patrocinadores). “O recurso da Fapesc termina em dezembro deste ano”, informa a pesquisadora.
Cátia Franco – BiodieselBR.com

Rotas tecnológicas mais eficazes para a produção de biodiesel têm sido pesquisadas no mundo inteiro. No Brasil, duas professoras da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estão aprimorando um método inovador que usa a tecnologia de plasma frio que consegue produzir o biocombustível em poucos minutos e evitar a geração de glicerina.
Tudo começou no ano passado, quando Anelise Leal Vieira Cubas e Elisa Helena Siegel Moecke, coordenadoras, respectivamente, da Unidade de Articulação Acadêmica de Produção, Construção e Agroindústria e do Projeto Biodiesel de Extensão da Unisul, decidiram unir suas pesquisas. “Eu já trabalhava com plasma frio para eliminação de gases e a professora Elisa trabalhava com biodiesel. Pensamos, então, em unir nossas pesquisas e começamos a estudar a possibilidade de produção de biodiesel, nos baseando nos princípios do plasma, que, ao proporcionar uma atmosfera ionizada, pode ‘romper’ moléculas e formar novas espécies”, conta Anelise.
Incipiência
Embora tenham sido realizados alguns testes prévios no segundo semestre de 2013, a pesquisa, de fato, apoiada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), iniciou-se neste ano. Por enquanto, as pesquisadoras já sabem que conseguiram transformar os óleos e gorduras testados em ésteres etilados e metilados – ou seja, elas produziram biodiesel. Ainda falta saber se é possível fabricar dentro das especificações. “Ainda não foi realizada a determinação das características conforme o produto formado e de acordo com as especificações da ANP”, informa Elisa, alegando a intenção de fazer essas análises ainda este mês.
Por essa razão, as pesquisadoras mostram cautela ao definir do produto resultante do processo de produção com o uso de plasma frio. “Podemos afirmar que houve a formação de ésteres etílicos ou metílicos [por cromatografia gasosa] a partir de óleo residual de frituras e de gorduras ácidas provenientes de sistemas de tratamento de efluentes de abatedores de frango”, diz Elisa. “Mas ainda não quantificamos o teor de ésteres formados”, ressalva a coordenadora do Projeto Biodiesel de Extensão da Unisul.
Rápido
Uma coisa a nova tecnologia já promete, reduzir drasticamente o tempo de produção. Testes preliminares mostraram que, enquanto tecnologia convencional demora de 1 a 2 horas para produzir o biodiesel, o método desenvolvido pelas professoras da Unisul gasta somente dois minutos. Em tese isso pode reduzir o preço final do produto.
Além disso, segundo a professora, como nesse processo não são usados catalisadores, os gastos ficam restritos, basicamente, à energia e ao álcool. “A tecnologia utiliza pouca energia, mas ainda não fizemos um estudo comparativo”, diz Elisa.
Outra característica do processo também chama a atenção: ele não gera glicerina. Em tese isso permitiria um aproveitamento melhor das matérias-primas utilizadas. Mas, por enquanto, as professoras se mostram cautelosas sobre essa característica dizendo que ainda são necessários outros estudos para esclarecer satisfatoriamente fato de não haver geração do coproduto com o uso dessa tecnologia.
Diversificação
As professoras da Unisul também estão pesquisando outras matérias primas – além do óleo de fritura e das gorduras ácidas provenientes de abatedouros de aves – para produzir biodiesel a partir da tecnologia.
“Vai nos render no mínimo mais duas patentes”, diz Anelise. Duas patentes já foram solicitadas ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em função da pesquisa: “Novo processo para obtenção de Biodiesel (PI)” e do “Aperfeiçoamento introduzido em reator de plasma (MU)”.
“Estamos no início, tem muito tempo de trabalho pela frente para poder chegar ao ponto de comercializar o produto”, considera Anelise destacando que a continuidade da pesquisa dependerá de novas fontes de fomento (ou patrocinadores). “O recurso da Fapesc termina em dezembro deste ano”, informa a pesquisadora.
Cátia Franco – BiodieselBR.com