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Livro mapeia critérios de sustentabilidade na produção de biodiesel

O livro “Sustentabilidade na Produção e Uso do Biodiesel” do especialista da ANP, Pietro Adamo Mendes, será lançado no mês que vem no Rio de Janeiro.

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A indústria brasileira do biodiesel vai ganhar um reforço a mais para atingir a sustentabilidade socioambiental. No próximo dia 09 de abril será lançado no Rio de Janeiro o livro “Sustentabilidade na Produção e Uso do Biodiesel” escrito pelo especialista em regulação da ANP, Pietro Adamo Mendes. 


LivroPietro 170315 A indústria brasileira do biodiesel vai ganhar um reforço a mais para atingir a sustentabilidade socioambiental. No próximo dia 09 de abril será lançado no Rio de Janeiro o livro “Sustentabilidade na Produção e Uso do Biodiesel” escrito pelo especialista em regulação da ANP, Pietro Adamo Mendes.

O livro é traz parte dos resultados da tese de doutorado do autor “Priorização de fatores determinantes da sustentabilidade na produção e uso do biodiesel” defendida em 2012 por Pietro na Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EQ/UFRJ).

Segundo Pietro, antes de poder falar em sustentabilidade qualquer indústria precisa mapear onde estão os problemas e como eles podem ser abordados para irem sendo resolvidos. “Eu levantei quais seriam esses requisitos para a cadeia do biodiesel”, explica. Diz também que “uma vez acordados” os critérios os atores da cadeia podem definir metas específicas a serem perseguidas até chegar ao resultado desejado o que poderia ser implementado via política pública ou, até, por um acordo voluntário da indústria.

Não é um trabalho banal, para ter uma ideia do que algo assim representa vale dizer que a Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) está fazendo exatamente isso por meio de uma série de consultas públicas. “Essa regra vai ser para biocombustíveis no geral, incluindo o biodiesel”, complementa.

No caso do estudo de Pietro, os critérios foram determinados esmiuçando a literatura científica disponível sobre o assunto, nos critérios que já adotados por sistemas de certificação disponíveis internacionalmente e na legislação vigente nos principais mercados. “A União Europeia já tem uma série de exigências sobre a sustentabilidade do biodiesel, bem como aqui no Brasil onde temos o Selo Combustível Social que pode ser entendido como um critério de sustentabilidade pelo lado social”, prossegue.

Embora Pietro concorde que, por ser majoritariamente feito com matérias-primas renováveis, o biodiesel já saia na frente do diesel de petróleo quando o assunto é sustentabilidade, ele diz que é possível avançar. Ele lembra, por exemplo, que praticamente todo o biodiesel fabricado no Brasil é reagindo um óleo vegetal e/ou animal com metanol que, via de regra, é produzir a partir de fontes fósseis. Tocar o metanol por etanol renovável seria um bom começo para que a indústria melhorasse ainda mais sua performance ambiental. “Substituir a rota metílica por uma rota etílica seria uma forma de tornar o biodiesel um combustível 100% verde”, afirma.

No caso da indústria brasileira, conseguir viabilizar a produção de biodiesel a partir de oleaginosas plantadas no Nordeste também seria um avanço. “A inclusão social que deu tão certo no Sul ainda precisa de mais investimento para chegar ao Nordeste”, analisa.

Serviço
Quando: 09 de abril às 19h00
Onde: Livraria da Travessa – R. Visconde de Pirajá, 572 – Rio de Janeiro – RJ

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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