
Estudo desenvolvido pelo Ipea mostra que Brasil tem todas as condições para se tornar líder em tecnologias para a cadeia do biodiesel.
O Brasil tem todas as condições para sair do papel de coadjuvante para se tornar top na tecnologia de produção de biodiesel, mas, para tanto, precisa não só ampliar os investimentos em pesquisas como aprender a direcioná-los de forma organizada. Esta é uma das conclusões preliminares de um estudo que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Intitulado “Pesquisa em biomassa energética no Brasil: Apontamentos para políticas públicas”, o estudo evidencia o esforço para se alavancar instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) ligadas à etapa industrial do processo produtivo do biodiesel, apontando a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB), fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como referência para o setor. Entretanto, pondera que o Brasil ainda negligencia aspectos relevantes, como a importância da previsibilidade para as pesquisas, que o acabam colocando muito atrás dos países europeus e, principalmente, dos Estados Unidos.
“Embora sejamos um grande mercado de energia renovável, não temos grandes empresas que dominam a tecnologia para utilização e aplicação dessa energia”, afirma o pesquisador do Ipea, Gesmar Rosa dos Santos, que está à frente do estudo. “Se não dominarmos a cadeia de produção, outras o farão. E acontecerá como no caso do etanol, que tem 40% de sua produção a cargo de empresas estrangeiras, nos tornaremos fornecedores de terra”, alerta.
Segundo o pesquisador, os orçamentos devem ter garantia de base anual e trienal. “Países líderes seguem esse modelo”, informa Santos, que destaca também a necessidade da destinação de um maior aporte de recursos.
O pesquisador do Ipea elenca ainda outros fatores importantes que fazem com que países como EUA e Alemanha estejam na frente na corrida pelo domínio da tecnologia de produção do biodiesel. “Além de estarem pesquisando há mais tempo, terem estruturas física (laboratórios) e humana (pesquisadores) maiores e mais qualificadas, eles têm linhas claras de pesquisa.”
O estudo também relaciona o salto na quantidade de pesquisas ao aumento dos pedidos de patentes. Um dos coprodutos do biodiesel, a glicerina, e a transesterificação – principal fase do processo de produção de biocombustíveis – encabeçam os pedidos de patentes relacionados ao segmento, que registram uma concentração entre os anos de 2004 e 2010.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
O Brasil tem todas as condições para sair do papel de coadjuvante para se tornar top na tecnologia de produção de biodiesel, mas, para tanto, precisa não só ampliar os investimentos em pesquisas como aprender a direcioná-los de forma organizada. Esta é uma das conclusões preliminares de um estudo que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Intitulado “Pesquisa em biomassa energética no Brasil: Apontamentos para políticas públicas”, o estudo evidencia o esforço para se alavancar instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) ligadas à etapa industrial do processo produtivo do biodiesel, apontando a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB), fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como referência para o setor. Entretanto, pondera que o Brasil ainda negligencia aspectos relevantes, como a importância da previsibilidade para as pesquisas, que o acabam colocando muito atrás dos países europeus e, principalmente, dos Estados Unidos.
“Embora sejamos um grande mercado de energia renovável, não temos grandes empresas que dominam a tecnologia para utilização e aplicação dessa energia”, afirma o pesquisador do Ipea, Gesmar Rosa dos Santos, que está à frente do estudo. “Se não dominarmos a cadeia de produção, outras o farão. E acontecerá como no caso do etanol, que tem 40% de sua produção a cargo de empresas estrangeiras, nos tornaremos fornecedores de terra”, alerta.
Segundo o pesquisador, os orçamentos devem ter garantia de base anual e trienal. “Países líderes seguem esse modelo”, informa Santos, que destaca também a necessidade da destinação de um maior aporte de recursos.
O pesquisador do Ipea elenca ainda outros fatores importantes que fazem com que países como EUA e Alemanha estejam na frente na corrida pelo domínio da tecnologia de produção do biodiesel. “Além de estarem pesquisando há mais tempo, terem estruturas física (laboratórios) e humana (pesquisadores) maiores e mais qualificadas, eles têm linhas claras de pesquisa.”
O estudo também relaciona o salto na quantidade de pesquisas ao aumento dos pedidos de patentes. Um dos coprodutos do biodiesel, a glicerina, e a transesterificação – principal fase do processo de produção de biocombustíveis – encabeçam os pedidos de patentes relacionados ao segmento, que registram uma concentração entre os anos de 2004 e 2010.
Cátia Franco – BiodieselBR.com