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ExxonMobil investirá no desenvolvimento da pirólise rápida

ExxonPirolise 231014A ExxonMobil e a Universidade Estadual do Iowa fecharam um acordo para que a petroleira financie pesquisas na áreas da pirólise rápida.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A gigante do petróleo ExxonMobil e a Universidade Estadual do Iowa (IEU, na sigla em inglês) fecharam um acordo para o financiamento de pesquisas na área de pirólise rápida de biomassa durante os dois próximos anos.

O processo é um dos mais promissores para o desenvolvimento de biocombustíveis de 2ª geração.

ExxonPirolise 231014
A gigante do petróleo ExxonMobil e a Universidade Estadual do Iowa (IEU, na sigla em inglês) fecharam um acordo para o financiamento de pesquisas na área de pirólise rápida de biomassa durante os dois próximos anos. O processo é um dos mais promissores para o desenvolvimento de biocombustíveis de 2ª geração. 

“O programa vai focar em questões de ciência básica e engenharia relacionadas aos processos físico-químicos que ocorrem durante a pirólise de biomassa”, explicou o diretor do Instituto de Bioeconomia da IEU, Robert Brown, que liderará a iniciativa.

A pirólise é um processo que usa altas temperaturas num ambiente desprovido de oxigênio para degradar a biomassa. Um dos produtos resultantes desse processo é o bio-óleo que pode, então, ser convertido em combustíveis renováveis de forma parecidas ao refino do petróleo. A grande vantagem da pirólise em relação à atual geração de biocombustíveis é que ela pode ser aplicada a uma gama bem mais ampla de biomassas – inclusive a algumas que, hoje, são tratadas como rejeitos agrícolas.

Barreiras
O paradigma dominante é que o petróleo é formado através de um processo natural similar mas extremamente lento. A pirólise reproduziria em minutos o que a natureza leva milênios para fazer. Só que ao acelerar o processo, o resultado final é um tipo de óleo muito mais instável que o petróleo de origem fóssil.

Essa instabilidade torna muito mais difícil desenvolver processos que convertam o bio-óleo em produtos comerciais. Não é incomum que ele reaja de formas indesejadas o que reduz o rendimento das reações. Essa tem sido a principal dificuldade enfrentada pelos pesquisadores na área.

O que o projeto da IEU quer responder é o que acontece dentro dos reatores. Uma das teorias mais aceitas é que os polímeros que compõem a biomassa são quebrados em monômeros que, então, se recombinam formando o bio-óleo. “O que temos é uma reação primária da biomassa sólida e, então, um conjunto de reações secundárias que causam essa recombinação”, teoriza Brown. A esperança do projeto é encontrar formas de impedir esse processo secundário o que permitiria chegar a moléculas de valor comercial muito mais facilmente. “Mas para fazer isso precisamos ir além da química e olhar para o fenômeno do ponto de vista físico. E disso que o projeto da ExxonMobil trata”

Os pesquisadores da IEU já vêm trabalhando para aprimorar o processo de pirólise rápida há 15 anos. 

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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