Nem todos estão comemorando a decisão do governo do Reino Unido de banir os veículos de combustão interna a partir de 2040. É a opinião do especialista em energia renovável, Devin Walker. Segundo ele, dependendo de suas circunstâncias de produção os veículos elétricos podem gerar emissões nocivas que precisam ser levadas em consideração durante a avaliação de seu ciclo de vida. “O banimento dos carros convencionais em 2040 pode acabar acorrentando o Reino Unido a uma política irrealista”, afirma
Nem todos estão comemorando a decisão do governo do Reino Unido de banir os veículos de combustão interna a partir de 2040. É a opinião do especialista em energia renovável, Devin Walker. Segundo ele, dependendo de suas circunstâncias de produção os veículos elétricos podem gerar emissões nocivas que precisam ser levadas em consideração durante a avaliação de seu ciclo de vida. “O banimento dos carros convencionais em 2040 pode acabar acorrentando o Reino Unido a uma política irrealista”, afirma
"Eu acredito que alguns fatores estão sendo ignorados na pressa de esboçar um plano para lida com a poluição do ar e isso pode levar a políticas custosas e ineficientes”, prossegue. “A política está orientada somente para as emissões ligadas ao consumo de energia pelos automóveis e negligenciando a produção dessa mesma energia e as emissões associadas a ela”.
Walker é o chefe técnico da Renovare Fuels, companhia sediada em Londres que desenvolve tecnologias que convertem resíduos em biocombustíveis. “Você precisa olhar para o consumo de energia e emissões durante a manufatura dos carros elétricos. Em algumas circunstâncias a produção dos próprios veículos e suas baterias geram mais emissões perigosas que precisam ser levadas em conta na análise de ciclo de vida para entendermos o impacto desse movimento para a eletrificação veicular”, prossegue sem citar nenhum estudo ou dado concreto.
“Nosso objetivo deveria ser reduzir os níveis de carbono, NOx e outros poluentes perigosos em nossa atmosfera e a única forma de fazer isso é por meio de matérias-primas renováveis. Uma das poucas fontes de energia que realmente são capazes de remover carbono da atmosfera é a biomassa porque as plantas removem CO2 do ar e o incorpora a seus tecidos”, avalia. “Geração eólica, solar e hidroelétrica terá que ser expandida enormemente para assegurar [a eletrificação] não aumente a emissão líquida de carbono”.
Volvo
Além dessas ponderações, Walker destacou que o recente anúncio da Volvo de que pararia de fabricar carros equipados apenas equipados com motores de combustão interna não é, necessariamente, um endosso à eletrificação. “Você perceberá que a Volvo não diz que vai fabricar exclusivamente carros elétricos”, diz.
“[A Volvo] é realista ao afirmar que os veículos híbridos serão seu maior foco”, explica acrescentando que, dependendo das circunstâncias, o uso de motores puramente elétricos é pouco realista. Esse é o caso especialmente de ônibus, veículos e equipamentos de alta performance.
“As tecnologias estão avançando rapidamente na direção de fontes de biomassa para a produção de combustíveis líquidos. Isso usa o carbono já presente em nossa atmosfera e o incorpora nas moléculas de combustíveis o que fechar o ciclo”, pondera.
“Se a Grã-Bretanha se acorrentar exclusivamente aos veículos elétricos investindo bilhões em equipamentos e infraestrutura teremos menos opções para agir contra a polução do ar”, finaliza.
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
Nem todos estão comemorando a decisão do governo do Reino Unido de banir os veículos de combustão interna a partir de 2040. É a opinião do especialista em energia renovável, Devin Walker. Segundo ele, dependendo de suas circunstâncias de produção os veículos elétricos podem gerar emissões nocivas que precisam ser levadas em consideração durante a avaliação de seu ciclo de vida. “O banimento dos carros convencionais em 2040 pode acabar acorrentando o Reino Unido a uma política irrealista”, afirma
"Eu acredito que alguns fatores estão sendo ignorados na pressa de esboçar um plano para lida com a poluição do ar e isso pode levar a políticas custosas e ineficientes”, prossegue. “A política está orientada somente para as emissões ligadas ao consumo de energia pelos automóveis e negligenciando a produção dessa mesma energia e as emissões associadas a ela”.
Walker é o chefe técnico da Renovare Fuels, companhia sediada em Londres que desenvolve tecnologias que convertem resíduos em biocombustíveis. “Você precisa olhar para o consumo de energia e emissões durante a manufatura dos carros elétricos. Em algumas circunstâncias a produção dos próprios veículos e suas baterias geram mais emissões perigosas que precisam ser levadas em conta na análise de ciclo de vida para entendermos o impacto desse movimento para a eletrificação veicular”, prossegue sem citar nenhum estudo ou dado concreto.
“Nosso objetivo deveria ser reduzir os níveis de carbono, NOx e outros poluentes perigosos em nossa atmosfera e a única forma de fazer isso é por meio de matérias-primas renováveis. Uma das poucas fontes de energia que realmente são capazes de remover carbono da atmosfera é a biomassa porque as plantas removem CO2 do ar e o incorpora a seus tecidos”, avalia. “Geração eólica, solar e hidroelétrica terá que ser expandida enormemente para assegurar [a eletrificação] não aumente a emissão líquida de carbono”.
Volvo
Além dessas ponderações, Walker destacou que o recente anúncio da Volvo de que pararia de fabricar carros equipados apenas equipados com motores de combustão interna não é, necessariamente, um endosso à eletrificação. “Você perceberá que a Volvo não diz que vai fabricar exclusivamente carros elétricos”, diz.
“[A Volvo] é realista ao afirmar que os veículos híbridos serão seu maior foco”, explica acrescentando que, dependendo das circunstâncias, o uso de motores puramente elétricos é pouco realista. Esse é o caso especialmente de ônibus, veículos e equipamentos de alta performance.
“As tecnologias estão avançando rapidamente na direção de fontes de biomassa para a produção de combustíveis líquidos. Isso usa o carbono já presente em nossa atmosfera e o incorpora nas moléculas de combustíveis o que fechar o ciclo”, pondera.
“Se a Grã-Bretanha se acorrentar exclusivamente aos veículos elétricos investindo bilhões em equipamentos e infraestrutura teremos menos opções para agir contra a polução do ar”, finaliza.
Tradução e adaptação BiodieselBR.com