USDA mostra sojicultura brasileira abrindo vantagem sobre a dos EUA

Já tem algum tempo que o Brasil vem ameaçando tomar a posição dos Estados Unidos como maior produtor de soja do mundo. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a virada tem tudo para acontecer já na próxima safra. No mês passado, a agência já havia publicado projeções indicando a liderança brasileira no mercado e, agora, revisou os números para cima dando ao país uma vantagem ainda maior.

Segundo os novos dados, a safra 2018/19 deverá render 118 milhões de toneladas de soja em grão ao Brasil. Trata-se de um aumento de um milhão de toneladas – cerca de 0,8% – sobre a estimativa publicada no mês passado.

Já a projeção para a colheita dos Estados Unidos ficou parada nos mesmos 116,5 milhões de toneladas de maio.

Se os novos números se confirmarem, a safra brasileira baterá a norte-americana por uma margem de 1,3%. Um mês anos a margem seria menor que 0,5%.

No que diz respeito ao esmagamento, as indústrias brasileiras deverão processar cerca de 43,2 milhões de toneladas do grão. Trata-se de um aumento marginal – menor que de 0,5% – sobre o ano atual. A China manterá uma folgada liderança nesse mercado com 102 milhões de toneladas de soja esmagada.

Queda

Apesar da liderança brasileira, o USDA espera uma queda na produção. A agência estima que a colheita da temporada atual feche com 119 milhões de toneladas. Isso quer dizer uma contração de 0,8% para a temporada 2018/19.

Vale ressaltar, no entanto, que as projeções iniciais da safra 2017/18 também indicavam queda em relação à temporada 2016/17.

O número do USDA é um pouco mais otimista que a estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que em seu relatório mais recente sobre o andamento da safra de grãos estima que a produção de soja deste ano atingirá um patamar de 118 milhões de toneladas.

Mundo

No total, a USDA espera que a colheita global passe dos 355,2. Um salto de respeitáveis 18,5 milhões de toneladas – ou 5,5% – sobre a safra anterior.

O fiel da balança será a Argentina que deverá retomar os níveis normais de produção depois de um ano muito ruim em função de problemas climáticos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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