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USDA aumenta previsão para soja brasileira na safra 2018/19

Nova projeção mostra Brasil abrindo mais de 3 milhões de toneladas de vantagem sobre a produção norte-americana

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou na tarde dessa quinta-feira (12) a nova edição de seu relatório de oleaginosas indicando um aumento expressivo nas projeções a respeito da produção brasileira de soja na temporada 2018/19. Pelas contas mais recentes do órgão do governo norte-americano, deverão ser colhidas 120,5 milhões de toneladas do grão no ano que vem um crescimento de 2,5 milhões de toneladas sobre o relatório do mês de junho.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou na tarde dessa quinta-feira (12) a nova edição de seu relatório de oleaginosas indicando um aumento expressivo nas projeções a respeito da produção brasileira de soja na temporada 2018/19. Pelas contas mais recentes do órgão do governo norte-americano, deverão ser colhidas 120,5 milhões de toneladas do grão no ano que vem um crescimento de 2,5 milhões de toneladas sobre o relatório do mês de junho.

Com isso, o Brasil mais do que dobra sua dianteira sobre os Estados Unidos. Já no primeiro relatório sobre a safra 2018/19 publicado em maio, o USDA já sinalizava que o Brasil deverá ultrapassar os EUA como maior produtor de soja do mundo. Desde então, a margem dessa liderança foi se ampliando: 500 mil toneladas em maio, 1,52 milhão de toneladas em junho e, agora, 3,20 milhões de toneladas.

Se os números para a produção brasileira se confirmarem, essa seria a terceira safra consecutiva de recorde de produção.

Nos Estados Unidos, a nova projeção para a colheita é de 117,3 milhões de toneladas. Embora seja é cerca de 0,7% maior do que no mês passado, ele ainda aponta para uma retração na soja norte-americana que, na temporada 2017/18, produziu um pouco mais de 119,5 milhões de toneladas.

No mundo como um todo, a produção atingirá o patamar de 359,5 milhões de toneladas na safra 2018/19. Esse é um crescimento de quase 6,8% sobre o resultado atual. Os ganhos refletem principalmente a recuperação na Argentina que voltará aos níveis normais de produção depois de amargar problemas climáticos que levaram a uma retração de praticamente um terço no volume de soja colhida.

Os estoques deverão fechar 2019 com 98,2 milhões de toneladas acumuladas. Um crescimento de 2,3% sobre os estoques atuais.

Esmagamento em baixa

Apesar da melhoria nas expectativas sobre a produção agrícola. O USDA está foi um pouco mais pessimista sobre o processamento de soja no Brasil.

No mês passado, a projeção era que as esmagadoras brasileiras movimentariam cerca 43,2 milhões de toneladas do grão. Um mês depois, o número caiu para 42,7 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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