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Exportações de soja em grão mantiveram trajetória ascendente em maio

Quantidade de grão embarcado atingiu 15,6 milhões de toneladas e colocou maio de 2023 na segunda posição do histórico do MDIC

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de soja descolaram da curva e continuaram acelerando em maio. De acordo com os números mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil embarcou um pouco menos de 15,6 milhões de toneladas do grão para compradores internacionais. Embora esteja longe do recorde – em abril de 2021 os embarques passaram de 16,1 milhões de toneladas –, o número isola maio de 2023 na segunda posição do histórico.

Até agora a vice-liderança cabia a maio de 2021 – quando mais de 14,9 milhões de toneladas de soja in natura saíram do país. O novo número bate o anterior por uma margem de 4,1%.

O que mais chama a atenção no novo dado, contudo, é que o apetite internacional por soja brasileira continuou crescendo para além ponto mais alto da curva típica do setor. Na média dos 5 anos anteriores – de 2018 a 2022 –, o mês de abril marcou o ápice da temporada de exportações.

As exportações brasileiras de soja descolaram da curva e continuaram acelerando em maio. De acordo com os números mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil embarcou um pouco menos de 15,6 milhões de toneladas do grão para compradores internacionais. Embora esteja longe do recorde – em abril de 2021 os embarques passaram de 16,1 milhões de toneladas –, o número isola maio de 2023 na segunda posição do histórico.

Até agora a vice-liderança cabia a maio de 2021 – quando mais de 14,9 milhões de toneladas de soja in natura saíram do país. O novo número bate o anterior por uma margem de 4,1%.

O que mais chama a atenção no novo dado, contudo, é que o apetite internacional por soja brasileira continuou crescendo para além ponto mais alto da curva típica do setor. Na média dos 5 anos anteriores – de 2018 a 2022 –, o mês de abril marcou o ápice da temporada de exportações.

Contrariando o histórico, entre abril e maio houve um avanço de 8,7%.

Somando todos os embarques efetuados pelos exportadores até agora, o ano de 2023 começa a fazer frente às expectativas. Desde o começo do ano mais de 49 milhões de toneladas de soja in natura já saíram do país. Esse é o maior volume exportado para o período, abrindo cerca de 5,5% sobre o recorde anterior.

Superando expectativas

Os embarques estão ligeiramente mais velozes do que o mercado supunha.

Na média dos últimos 10 anos, as exportações de janeiro a maio representaram 50,7% das vendas externas. Aplicando esse percentual sobre a soja que já foi exportada este ano, o resultado de 2023 ficaria nas imediações dos 96,7 milhões de toneladas.

Esse volume supera os 95,7 milhões de toneladas que constam da estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

O país tem gordura para queimar. A safra 2022/23 se saiu ainda melhor do que o mercado supunha mesmo em suas estimativas mais otimistas. De acordo com um levantamento feito por BiodieselBR.com, uma média das 7 projeções sobre respeito a produção nacional que foram publicadas no mês passado indicam para uma colheita de aproximadamente 154,6 milhões de toneladas de soja. Consideravelmente acima das primeiras projeções que colocavam a produção nacional em 147,5 milhões de toneladas.

Recorde de faturamento

Se em termos de volume ainda não chegamos lá, o faturamento do setor nunca foi tão grande. Em maio, as exportações de soja renderam ao Brasil inéditos US$ 8,12 bilhões, o que corresponde a R$ 40,5 bilhões.

E esse foi o terceiro mês seguido que os exportadores batem recorde de faturamento mensal em dólares. Em março, os ganhos foram de US$ 7,38 bilhões e em abril de US$ 7,74 bilhões.

Isso acontece mesmo com os preços do grão no mercado externo em franca queda desde a virada do ano. No último mês, cada tonelada de soja exportada pelo Brasil rendeu aproximadamente US$ 521,39.

De dezembro de 2022 até agora, as cotações já recuaram cerca de 15,7%. Dessa forma, os preços da soja brasileira estão voltando aos níveis em que estavam em fevereiro de 2022 – antes da Guerra Russo-Ucraniana interromper o fluxo de grãos no leste europeu e catapultar os preços da oleaginosa para as alturas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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