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Exportações brasileiras de soja reaceleraram em agosto

Quantidade do grão embarcada pelo Brasil voltou se a descolar da curva média e garantiu recorde para agosto de 2023

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Embora mantenham a trajetória descendente esperada para essa época do ano, as exportações brasileiras de soja em grão voltaram a ganhar tração em agosto. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que pouco menos de 8,39 milhões de toneladas da oleaginosa saíram do país ao longo do mês passado fazendo deste o agosto mais ativo no histórico.

Até agora, o recorde pertencia a agosto de 2018 quando o mercado externo demandou 8,12 milhões de toneladas de soja brasileira.

A demanda chinesa foi o principal fator na persistência no ritmo das exportações num ponto do ano em que os embarques deveriam estar se retraindo. Em agosto, os compradores da China ficaram com 75% da soja brasileira vendida para fora – percentual superior aos 70,1% que o país asiático vem representando para os exportadores brasileiros ao longo deste ano.
 
Caminho do recorde
 
Esse novo resultado mantem o Brasil na direção de um novo recorde anual. De janeiro a agosto, as exportações da oleaginosa somaram 80,8 milhões de toneladas. Faltam um pouco mais de 5,25 milhões de toneladas para igualar o recorde de 2021 quando as exportações passaram um pouco de 86,1 milhes de toneladas.

Embora mantenham a trajetória descendente esperada para essa época do ano, as exportações brasileiras de soja em grão voltaram a ganhar tração em agosto. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que pouco menos de 8,39 milhões de toneladas da oleaginosa saíram do país ao longo do mês passado fazendo deste o agosto mais ativo no histórico.

Até agora, o recorde pertencia a agosto de 2018 quando o mercado externo demandou 8,12 milhões de toneladas de soja brasileira.

A demanda chinesa foi o principal fator na persistência no ritmo das exportações num ponto do ano em que os embarques deveriam estar se retraindo. Em agosto, os compradores da China ficaram com 75% da soja brasileira vendida para fora – percentual superior aos 70,1% que o país asiático vem representando para os exportadores brasileiros ao longo deste ano.

Caminho do recorde

Esse novo resultado mantem o Brasil na direção de um novo recorde anual. De janeiro a agosto, as exportações da oleaginosa somaram 80,8 milhões de toneladas. Faltam um pouco mais de 5,25 milhões de toneladas para igualar o recorde de 2021 quando as exportações passaram um pouco de 86,1 milhes de toneladas.

A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é que as exportações deste ano batam em 98,5 milhões de toneladas. Esse volume representa 62,7% da produção brasileira na safra 2022/23. Já as esmagadoras devem absorver 53,5 milhões de toneladas de soja. Embora seja o maior volume absoluto já processado pela indústria nacional, percentualmente – 34,1% – é a menor fatia que o mercado interno já teve.

Faturamento

O valor faturado pelos exportadores em agosto foi de US$ 4,19 bilhões. São R$ 20,5 bilhões quando convertido pelo câmbio médio da moeda norte-americana no mês passado.

Em agosto, os preços da oleaginosa brasileira no mercado externo tiveram uma ligeira melhora de 1,8% – trata-se da primeira alta para o grão em 14 meses. Desde que o mercado global passou a se recuperar os impactos da Guerra da Ucrânia que fez os preços do grão chegarem ao patamar de US$ 631,25 por tonelada em junho do ano passado.

Desde então o produto havia perdido um pouco mais de 22,2% de seu valor.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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