Produção de mamona deve se recuperar em 2014, diz IBGE
Depois duas quebras de safra seguidas, a produção brasileira de mamona deve voltar a se normalizar esse ano.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Depois de amargar duas safras catastróficas seguidas, tudo leva a crer que a produção brasileira de mamona deve voltar a se normalizar esse ano. A previsão é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que publicou ontem (11) a primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas.
O documento informa que a colheita de mamona na safra 2013/14 deverá superar em 366% a do ano passado.
Depois de amargar duas safras catastróficas seguidas, tudo leva a crer que a produção brasileira de mamona deve voltar a se normalizar esse ano. A previsão é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que publicou ontem (11) a primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas.
O documento informa que a colheita de mamona na safra 2013/14 deverá superar em 366% a do ano passado. A oleaginosa foi a que apresentou a maior variação percentual positiva na estimativa de produção na comparação entre safras (2012/2013 e 2013/2014).
Essa boa perspectiva é ratificada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na edição de fevereiro do seu Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, o órgão define como “excelente” o crescimento da produção nacional da mamona, atribuindo o fato à retomada do cultivo na Bahia – berço da oleaginosa.
Contudo, a Conab tem uma estimativa um pouco menos otimista que a do IBGE. Segundo o órgão, o Brasil deve colher neste ano em torno de 64,4 mil toneladas de mamona, um volume 307,6% maior que o obtido no ano anterior – que foi de parcas 15,8 mil toneladas.
Recuperação Embora essas sejam boas notícias, as projeções constantes nos levantamentos da Conab e do IBGE ainda não podem ser interpretadas como crescimento real da produção. Na verdade, eles estão mais uma recuperação relativamente modesta.
A produção da oleaginosa sofreu fortes quebras nos últimos dois anos em função da severa estiagem que atingiu a região Nordeste, onde se encontram os principais estados produtores (Bahia e Ceará). Comparados a essa base deprimida, qualquer resultado um pouco mais normal representaria um grande crescimento de produção.
No seu próprio relatório, a Conab pondera que a área de cultivo da mamona nesta safra está em 105 mil hectares o que ainda está muito abaixo da média desta cultura nas últimas 10 safras – nas temporadas entre 2003/04 e 2012/13 foram cultivados 152 mil hectares –, mesmo com os preços da oleaginosa em alta.
O documento relata inda que em Minas Gerais – terceiro maior estado produtor, responsável por 3% da oferta nacional da oleaginosa – o cultivo da mamona vem se retraindo, reflexo do descrédito dos produtores com a cultura em função dos maus resultados alcançados nas últimas safras.
Já em relação à produtividade, a safra 2013/14 deverá ficar um pouco acima da média – tanto histórica como da última década que foram de, respectivamente, 580 Kg/ha e 592 Kg/ha. Segundo as estimativas da Conab, a mamona deve registrar em 2014 uma produtividade 608 Kg/ha.