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Vale acelera produção de óleo de palma

biopalma vale_230513A Vale projeta que, este ano, sua controlada Biopalma produzirá 65 mil toneladas de óleo de palma, cinco vezes mais do as 13,5 mil toneladas fabricadas no ano passado.
Diário do Pará 5 min de leitura
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A Vale projeta que, este ano, sua controlada Biopalma produzirá 65 mil toneladas de óleo de palma, cinco vezes mais do as 13,5 mil toneladas fabricadas no ano passado.

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A Vale projeta para este ano, através da controlada Biopalma, a produção de 65 mil toneladas de óleo de palma, cinco vezes mais do que o volume produzido no ano passado na sua primeira usina extratora instalada em solo paraense. A unidade foi inaugurada no município de Moju em junho de 2012 e fechou o ano com uma produção de 13,5 mil toneladas.

Ao dar ontem a informação, o diretor de energia e institucional da Vale no Pará, João Coral, deixou claro que o plantio de palma, mais conhecido no Brasil como dendê, é uma das apostas da empresa para suprir a demanda de biodiesel com a utilização de B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel comum) na sua frota de locomotivas, máquinas e equipamentos de mina em operação no Brasil.

João Coral destacou que, ao estabelecer como meta o emprego de 20% de biodiesel, em adição ao combustível fóssil, a Vale foi muito além do que exige a legislação atual, que fixa esse percentual em 5%. Acrescentou que a Biopalma será responsável pela produção de 540 mil toneladas de óleo de palma por volta de 2019, quando a lavoura terá atingido a sua maturidade. Desse total, 70% (referente à parte da Vale no negócio) serão transformados em biodiesel.

O diretor de energia da Vale informou que a mineradora, sozinha, responde em suas operações por 3% de todo o óleo diesel consumido no Brasil. Entre os anos 2017 e 2018, segundo ele, as projeções indicam que o consumo da empresa estará na faixa de 750 mil toneladas de combustível por ano. Desse total, acrescentou, um quinto, o equivalente a 150 mil toneladas, será de biodiesel, o que acarretará ganhos ambientais bastante consideráveis.

João Coral anunciou também que, já a partir do ano que vem, a Vale deverá deslanchar o processo de implantação de outras quatro usinas extratoras de óleo de palma, que se somarão a que já está em operação em Moju. Ele disse que ainda não estão definidos os locais dessas novas unidades, informando que essa definição será feita com base em estudos rigorosamente técnicos. “Elas deverão ficar no centro de gravidade dos polos que nós temos hoje”.

Biopalma
A Biopalma possui quatro polos agrícolas na região do Vale do Acará e Baixo Tocantins, no nordeste do Pará, contemplando oito municípios: Moju, Acará, Tomé-Açu, Concórdia do Pará, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Bujaru e São Domingos do Capim.

Segundo João Coral, a Vale planeja também construir e colocar em operação, a partir do início do segundo semestre de 2015, uma planta industrial para a transformação do óleo de palma em biodiesel para atender ao consumo das operações da Região Norte. Essa unidade terá capacidade de produção para 200 mil toneladas de biodiesel por ano. Para o atendimento do consumo da Região Sudeste, já está em estudo a construção de uma segunda planta, com a mesma capacidade, para inicio de produção a partir de 2018.

O diretor de energia da Vale informou que o projeto da Biopalma foi concebido para o cultivo de 80 mil hectares de palma, sendo 60 mil hectares próprios e os restantes 20 mil através da participação de duas mil famílias de pequenos produtores, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é um programa criado e mantido pelo governo federal.

O plantio na área própria de 60 mil hectares deverá ser completado até o final deste ano. Hoje, a empresa já está com 57 mil hectares plantados. 

Entusiasta do biodiesel, João Coral ressaltou que ainda não se conseguiu detectar nesse projeto nenhum impacto negativo. Primeiro, disse ele, que a lavoura utiliza exclusivamente áreas já alteradas, seja por atividade agropecuária ou pela exploração madeireira. Em segundo lugar, a cadeia do dendê, em todas as suas etapas de produção, não gera qualquer tipo de rejeito, permitindo um aproveitamento de cem por cento. E em terceiro lugar, ele oferece como poucos a oportunidade de inclusão social, sendo demandador intensivo de mão de obra.

Segundo o diretor da Vale, o projeto mobiliza hoje cerca de cinco mil trabalhadores e deverá chegar a seis mil, todos eles com ocupação digna, amparo da legislação trabalhista, plano de saúde e níveis adequados de proteção para o desempenho das mais variadas tarefas. “Do ponto de vista das relações e condições de trabalho, podemos dizer que a Vale é hoje a melhor empresa do Pará e seguramente uma das melhores do mundo”.

Fipa 
A mineradora vai apresentar o projeto de palma ao público durante a aposta em recursos tecnológicos para apresentar ao público da décima primeira Feira da Indústria (Fipa) que será aberta hoje (23) e termina no sábado (25). Lá os visitantes terão acesso a informações de como a empresa utiliza de forma sustentável os recursos naturais, o reflorestamento nas unidades de negócio, a produção de dendê para a geração de energia limpa, como a mineração está presente no dia a dia da população e projetos sociais desenvolvidos. 

Um “tour virtual 360º” mostrará ao público as etapas do processo da primeira usina extratora de óleo de palma da Biopalma. O visitante também poderá conhecer outros projetos da Vale na área de mineração e ver de perto amostras de quatro minérios atualmente comercializados pela empresa. 

Com adaptações BiodieselBR.com
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