
Relatório da ONG Amigos da Terra acusou a RSPO de inoperância. A entidade deveria garantir a sustentabilidade do óleo de palma.
A ONG ambientalista Amigos da Terra disponibilizou nesta semana um relatório acusando uma série de problemas ambientais envolvidos na produção do óleo vegetal mais usado do mundo – a palma. Segundo o documento, a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) não está cumprindo a missão de promover o desenvolvimento sustentável da cultura.
O estudo concluiu que a RPSO provou ser “ineficaz no que concerne a fornecer proteções abrangentes para o meio ambiente e direitos humanos”.
O relatório relaciona diversos casos concretos dessa ineficiência. Segundo o documento, em abril de 2013, a Bumitama Agri Ltda – uma das maiores produtoras de óleo de palma da Indonésia – havia prometido à RSPO prometeu que interromperia o desmatamento de uma área até que os estudos sobre o impacto ambiental e social fossem concluídos. Conduto, imagens de satélite comprovaram que a empresa ignorou o compromisso e centenas de hectares da área em disputa foram desmatados entre maio e setembro do mesmo ano.
Fachada
Criada em 2004, a RPSO apresenta-se como espécie de fórum internacional e multissetorial para a resolução de queixas e arbitragem de disputas envolvendo a sustentabilidade da cadeia produtiva do óleo de palma. Teoricamente, a organização também certifica os produtores de óleo de palma que obedecem a uma ampla gama de critérios de sustentabilidade definidos pela entidade.
Mas de acordo com o relatório, utilização dos chamados "certificados Green Palm" emitidos pela RSPO tem pouca relevância. Isso porque as produtoras de óleo de palma filiadas à entidade simplesmente ignoram as premissas estabelecidas por ela. O documento produzido pela rede ambiental acusa ainda a RPSO de fazer vistas grossas para uma série de infrações graves como: grilagem de terras, desmatamento de florestas onde habitam espécies ameaçadas de extinção e uso de produtos químicos perigosos.
A Amigos da Terra também reclama da demora de meses ou até anos na arbitragem das queixas trazidas até a RSPO. O que acaba permitindo que milhares de hectares de mata nativa sejam derrubados.
No início de 2013, a WWF já havia divulgado um comunicado afirmando que a certificação da RSPO já não pode ser considerada um parâmetro de sustentabilidade. A organização ambientalista foi uma da idealizadoras da entidade.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
A ONG ambientalista Amigos da Terra disponibilizou nesta semana um relatório acusando uma série de problemas ambientais envolvidos na produção do óleo vegetal mais usado do mundo – a palma. Segundo o documento, a Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) não está cumprindo a missão de promover o desenvolvimento sustentável da cultura.
O estudo concluiu que a RPSO provou ser “ineficaz no que concerne a fornecer proteções abrangentes para o meio ambiente e direitos humanos”.
O relatório relaciona diversos casos concretos dessa ineficiência. Segundo o documento, em abril de 2013, a Bumitama Agri Ltda – uma das maiores produtoras de óleo de palma da Indonésia – havia prometido à RSPO prometeu que interromperia o desmatamento de uma área até que os estudos sobre o impacto ambiental e social fossem concluídos. Conduto, imagens de satélite comprovaram que a empresa ignorou o compromisso e centenas de hectares da área em disputa foram desmatados entre maio e setembro do mesmo ano.
Fachada
Criada em 2004, a RPSO apresenta-se como espécie de fórum internacional e multissetorial para a resolução de queixas e arbitragem de disputas envolvendo a sustentabilidade da cadeia produtiva do óleo de palma. Teoricamente, a organização também certifica os produtores de óleo de palma que obedecem a uma ampla gama de critérios de sustentabilidade definidos pela entidade.
Mas de acordo com o relatório, utilização dos chamados "certificados Green Palm" emitidos pela RSPO tem pouca relevância. Isso porque as produtoras de óleo de palma filiadas à entidade simplesmente ignoram as premissas estabelecidas por ela. O documento produzido pela rede ambiental acusa ainda a RPSO de fazer vistas grossas para uma série de infrações graves como: grilagem de terras, desmatamento de florestas onde habitam espécies ameaçadas de extinção e uso de produtos químicos perigosos.
A Amigos da Terra também reclama da demora de meses ou até anos na arbitragem das queixas trazidas até a RSPO. O que acaba permitindo que milhares de hectares de mata nativa sejam derrubados.
No início de 2013, a WWF já havia divulgado um comunicado afirmando que a certificação da RSPO já não pode ser considerada um parâmetro de sustentabilidade. A organização ambientalista foi uma da idealizadoras da entidade.
Cátia Franco – BiodieselBR.com