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Óleo de palma deve bater novo recorde de produção

comparativo safras_190713Segundo a consultoria Oil Word, a produção global de óleo de palma deverá bater seu recorde na próxima temporada.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Segundo a consultoria Oil Word, a produção global de óleo de palma deverá bater seu recorde na próxima temporada.

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Segundo a consultoria alemã de oleaginosas, Oil Word, as reservas mundiais de óleos vegetais devem aumentar na próxima temporada. Um novo recorde na produção da palma – cujo óleo é o mais consumido no mundo – além do bom desempenho das lavouras de soja e de girassol, serão os principais fatores a responder pelo incremento dos estoques de oleaginosas. 

A Oil Word prevê que a produção mundial de óleo de soja possa alcançar 44 milhões de toneladas em 2013/14, ultrapassando o já bom resultado obtido pela safra 2012/13 que foi de 42,3 milhões de toneladas. A produção de óleo de girassol também deve ser superada com estimava de que ela chegue em 14,7 milhões de toneladas, contra 13,6 milhões de toneladas da temporada anterior.

Mas isso não é nada se comparado ao óleo de palma que deverá dar um salto de 4,4% em relação ao resultado da safra atual chegando a 58,2 milhões de toneladas. 

Medidas de contenção
A possibilidade de um novo recorde na produção da oleaginosa mais consumida no mundo deve fazer com que os governos da Malásia e da Indonésia – principais países produtores – criem ou estendam medidas para conter os reflexos da sobre oferta. Ontem (15), a Malásia anunciou que irá manter, por mais um mês, taxa para exportação de 4,5% para o óleo de palma bruto. Entre janeiro e fevereiro, a tarifa despencou para zero, sendo elevada ao atual patamar (4,5%) em março. A taxa original era de 23%.

A decisão de segurar pelo sexto mês consecutivo uma retomada da tributação tem como objetivo dar vazão às reservas do óleo. "A baixa taxa de exportação favorecerá a exportação da demanda ainda existente", acredita Alvin Tai, analista do RHB Investment Bank Bhd. 

A tendência de uma produção maior vem se arrastando desde o final de 2012. Em outubro passado, o óleo de palma registrou sua cotação mais baixa em quatro anos no mercado de futuros da Malásia, responsável por estabelecer as tendências da cotação mundial da commodity. Foi quando as autoridades malaias cortaram o imposto de exportação na tentativa de aliviar os estoques e assegurar a competitividade com a Indonésia, o maior produtor. 

Além da redução da taxa de exportação, o governo malaio promoveu a implementação do programa de biodiesel B10, elevando para 10% a mistura de óleo de palma no óleo diesel para o setor não-subsidiado.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Boomberg
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