

A UCS encaminhou ou governo norte-americano um documento com recomendações para reduzir o conflito potencial entre biocombustíveis e alimentos.

Criada para canalizar as contribuições da comunidade científica no debate da sustentabilidade planetária, a Union of Concerned Scientists (UCS) – algo como, “União dos Cientistas Interessados” – encaminhou à Agência de Proteção Ambiental do governo dos Estados Unidos recomendações sobre o conflito potencial entre a produção de biocombustíveis e de alimentos.
Em setembro a EAP ampliou para 4,84 bilhões de litros volume de biodiesel que as empresas do ramo de petróleo dos EUA precisam adicionar aos combustíveis convencionais para atender às obrigações relacionadas ao Renewable Fuel Standard (RFS). O volume anterior era de 3,8 bilhões de litros.
Um dos motivos para essa ampliação é a demora para que a oferta de biocombustíveis de 2ª geração – fabricados a partir de resíduos e/ou matérias-primas não alimentares – atinja escala comercial. Quando foi instituído em 2007, o RFS incluía uma meta de 3,8 bilhões de litros de etanol celulósico para 2013. A meta foi reduzida para meros 53 milhões de litros por falta de capacidade produtiva.
Segundo o membro sênior da UCS, Jeremy Martin, o RFS foi desenhado originalmente para estimular combustíveis renováveis que no competissem por matérias-primas de fontes alimentares. Não foi bem isso o que se viu com o mercado norte-americano sendo dominado pelo etanol de milho e o biodiesel de soja. “Não podemos arcar com fontes adicionais de estresse em nossos suprimentos alimentas, especialmente quando temos expectativa de secas continuadas em 2013”, diz.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com infomações Biofuels International