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Óleos vegetais mantiveram tendência de queda em junho

Dados da FAO mostram que o mercado global de óleos voltou a se aproximar da mínima de 12 anos

BiodieselBR.com 2 min de leitura

Os óleos vegetais encerraram junho cotados abaixo de 125,5 pontos segundo o acompanhamento do Índice FAO. A nova queda deixa o indicador a meros 0,16 pontos da cotação de novembro passado, mês em que os preços internacionais atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 12 anos.

Os óleos vegetais encerraram junho cotados abaixo de 125,5 pontos segundo o acompanhamento do Índice FAO. A nova queda deixa o indicador a meros 0,16 pontos da cotação de novembro passado, mês em que os preços internacionais atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 12 anos.

Criado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) o índice acompanha as variações das cotações de referência dos 10 óleos mais comercializados ao redor do mundo. Em junho, houve um recuo de dois pontos – 1,6% – em relação ao valor que havia sido apurado em maio. Em relação a junho de 2018, a queda passa dos 14,1%.

O mercado reflete o enfraquecimento das cotações dos óleos de palma e de soja. Os mercados dos principais óleos vegetais do mundo vêm tendo dificuldades de encontrar sustentação à medida em que o oferta de ambos têm superado a demanda. Esse movimento foi parcialmente contrabalançado pelos óleos de girassol e de colza que aumentaram ligeiramente em função de condições pouco climáticas pouco favoráveis nos países produtores.

Preço dos alimentos

Apesar da queda no mercado de óleos, os preços dos alimentos caminharam de lado de uma forma mais geral. O Índice FAO fechou o mês de junho em 173 pontos, 0,3% menor do que em maio.

Embora carnes, cereais e açúcar tenham apresentado variações positivas no mês passado, elas foram insuficientes para compensar a queda no mercado de óleos e, principalmente, no de leite e laticínios, onde o recuo se aproximou de 11,9% em somente um mês.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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