Óleos vegetais alcançam a menor cotação em 5 anos, diz FAO
As cotações internacionais dos principais óleos vegetais manteve a trajetória de queda em agosto. Esse é o sexto mês de queda.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Os preços dos óleos vegetais no mercado internacional não param de desacelerar, registrando, no mês passado, o patamar mais baixo desde novembro de 2009.
É o que revela a mais recente edição do Índice FAO, publicada hoje (11) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
Os preços dos óleos vegetais no mercado internacional não param de desacelerar, registrando, no mês passado, o patamar mais baixo desde novembro de 2009. É o que revela a mais recente edição do Índice FAO, publicada hoje (11) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).
Em agosto, a cotação dos principais óleos vegetais negociada nos mercados internacionais ficou, na média, em 166,6 pontos – 8% menor que o registrado no mês anterior. A queda acumulada pelos óleos vegetais entre março – mês em que os preços começaram a cair – e agosto deste ano já totaliza 19%.
Segundo os analistas da FAO, o declínio vertiginoso visto no mês passado reflete o padrão de preços do óleo de palma que enfraqueceram sob um efeito combinado de melhores perspectivas de produção no Sudeste Asiático num cenário de demanda refreada por parte da China e da Índia.
Além do óleo de palma, outros óleos como a soja, colza e girassol também mantiveram a tendência de retração nas cotações, em função da perspectiva de oferta abundante no ciclo 2014/15.
Ladeira Além dos óleos vegetais, os lacticínios – outra commodity monitorada pela FAO para a produção do índice – também viram suas cotações despencarem. E com um tombo bem maior: 11%.
A carne, os cereais e açúcar também contabilizaram quedas nos preços, porém bem menos pronunciadas – respectivamente, de 1%, 2% e 6% em comparação à pontuação do mês anterior.
A retração nos índices das commodities alimentares acompanhadas pelos técnicos da FAO acabou resvalando no índice geral, que mais uma vez foi arrastado para baixo. Em agosto, o indicativo elaborado a partir dos preços de carnes, laticínios, cereais, óleos vegetais e açúcar ficou, na média, em 196,6 pontos - queda de 3,6% em relação a julho e cerca de 3,9% quando comparado ao mesmo período em 2013.
Segundo os técnicos da FAO, o patamar registrado em agosto pelo índice geral de alimentos é o menor desde setembro de 2010.