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UE mais perto de limitar o consumo de biocombustíveis

UE Limite_Biocombustiveis_120713Ontem (11), o Comitê Ambiental do Parlamento Europeu votou a favor de uma proposta que limita em 5,5% o uso dos biocombustíveis de 1ª geração.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Ontem (11), o Comitê Ambiental do Parlamento Europeu votou a favor de uma proposta que limita em 5,5% o uso dos biocombustíveis de 1ª geração.

Ontem (11), o Comitê Ambiental Europeu votou a favor de uma proposta que limita o uso dos biocombustíveis de primeira geração a 5,5% do total consumido pelo setor de transportes. O resultado foram 43 votos a favor e 26 contra. A controvérsia vem já se desenrolando há vários meses no Parlamento Europeu. 

A decisão ainda não é definitiva. Antes da limitação começar a valer, ela será votada em setembro pelo plenário do europarlamento e, depois, ratificada por cada um dos estados membros da UE que se encontram divididos a respeito do assunto. No entanto, o resultado da votação no Comitê Ambiental é considerado o mais influente para a decisão final. 

Em 2009, a UE aprovou a Diretiva de Energias Renováveis (RED) na qual determina que os países do bloco têm até 2020 para passar a usar 10% de energia renovável no setor de transportes. Se a nova proposta for mesmo aprovada, os biocombustíveis de primeira geração – aqueles feitos a partir de commodities agrícolas – só vão valer para parte dessa meta, o restante precisará ser atingido usando novas tecnologias. Críticos da proposta indicam que essas alternativas ainda não estão comercialmente disponíveis.

“Há menos de cinco anos, os biocombustíveis eram parte da solução e, agora, são vistos como um problema”, disse à Reuters a secretária geral da Federação Europeia de Óleos Vegetais e Farelos (Fediol), Nathalie Lecocq. Segundo ela, essa mudança radical de rota poderá ter efeitos adversos e desestimular o setor privado a continuar investindo no desenvolvimento de tecnologias de 2ª geração. “A indústria vai parar de investir em biocombustíveis avançados se a UE continuar emitindo sinais conflituosos”, completou.

Os fabricantes de biocombustíveis convencionais dizem que a limitação coloca em risco os investimentos de uma indústria que já fatura € 13 bilhões por ano.

Meio ambiente
A principal razão para que a UE reveja sua postura em relação aos biocombustíveis é o aumento de dúvidas em relação à capacidade das tecnologias atuais de reduzir as emissões de gases do efeito estufa com eficácia. O problema, segundo alguns estudos, está no fato da demanda por biocombustíveis aumentar o consumo de commodities agrícolas colocando mais pressão tanto sobre os preços dos gêneros alimentares quanto sobre a abertura de novas áreas agrícolas.

A proposta votada pelo Comitê de Meio Ambiente também torna obrigatória a inclusão das mudanças indiretas no uso da terra – o chamado fator Iluc – nos cálculos do balanço de carbono dos biocombustíveis feitos a partir de 2020.

O secretário geral da Associação de Biodiesel Europeia (EBB), Raffaello Garofalo, criticou a proposta mencionando que há grandes incertezas na forma de calcular o fator Iluc. “Estudos tem mostrado variações de 80% nos resultados dependendo da mudança de uma única variável. Isso representa um enorme risco para nossa indústria”, disse.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters, Biofuels International, European Voice
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