Para viabilizar B10, Indonésia muda fórmula do preço do biodiesel
A Indonésia está tendo dificuldades para viabilizar o B10. Para tentar destravar a mistura, o governo estuda modificar a forma como o produto é precificado.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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A Indonésia está penando para viabilizar o novo patamar de mistura de 10% de biodiesel no diesel convencional que foi implementado – ao menos no papel – no começo deste ano.
Em setembro, a estatal petrolífera do país, a Pertamina, foi incumbida de comprar vultosos 6,6 bilhões de litros de biodiesel que deveria atender às necessidade do mercado até o final de 2015. A verdade é que os fabricantes não se mostraram nada entusiasmados com o negócio.Tanto que a licitação já está em sua terceira prorrogação e, até agora, só foram comprados 2,9 bilhões de litros – 45% do volume necessário.
A Indonésia está penando para viabilizar o novo patamar de mistura de 10% de biodiesel no diesel convencional que foi implementado – ao menos no papel – no começo deste ano.
Em setembro, a estatal petrolífera do país, a Pertamina, foi incumbida de comprar vultosos 6,6 bilhões de litros de biodiesel que deveria atender às necessidade do mercado até o final de 2015. A verdade é que os fabricantes não se mostraram nada entusiasmados com o negócio.Tanto que a licitação já está em sua terceira prorrogação e, até agora, só foram comprados 2,9 bilhões de litros – 45% do volume necessário.
Preço Um dos principais entraves é o preço. O governo indonésio exige que os fabricantes se comprometam a vender seu biodiesel com deságio sobre o valor do MOPS – uma cotação de referência para combustíveis fósseis negociados no mercado de Singapura. Entretanto, nos últimos anos, o valor do diesel MOPS vem se mantendo abaixo do que o mercado pagaria pela principal matéria-prima do biodiesel indonésio, o óleo de palma.
Para tentativa de convencer a usinas a mudarem de ideia, o governo indonésio aposta numa saída meio-termo. O preço do biodiesel da terceira fase da licitação da Pertamina será fixado por meio de uma fórmula que leva em conta tanto o MOPS quanto a cotação de exportação do óleo de palma.
"Temos utilizado o MOPS, enquanto os produtores definem o preço pelo valor de exportação do óleo de palma. [Sob o novo acordo] nós vamos combiná-los”, diz Dadan Kusdiana, diretor para a bioenergia do Ministério de Recursos Minerais e de Energia, ao explicar como a proposta de preços será estruturada.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações Biofuels Internacional